terça-feira, 18 de janeiro de 2011

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Samantha Buxton : белизна пышности

Цепочное

Ширина шага

Poesia & Cia

Almas Perfumadas
*Paulo Fuentes *


Somos almas...


Almas livres...


Almas encantadas...


Almas felizes...


Almas perfumadas.






As almas livres...


São aquelas...


Que não gostam...


De se prender ao nada...


Vivem ao sabor do vento...


E sem constrangimento...


Saem em busca de um amor...


Sem saber se algum dia...


Este amor irão encontrar.






Almas encantadas...


São aquelas...


Que em sua essência...


Quando de nós se aproxima...


Atrai-nos com ardência...


E sentindo nossa carência...


Faz de tudo para nos enfeitiçar.






Almas felizes...


São aquelas...


Que sempre estão sorrindo...


Do tipo que vê a felicidade...


Transparente em qualquer lugar...


E procura sempre uma forma de nos amar...


Porém tomando o cuidado de não nos machucar.






Porém existe um tipo todo especial de almas...


Que são as almas perfumadas...


E estas almas...


São de todas elas...


Talvez a mais completa.






Almas perfumadas...


São aquelas...


Que só de vermos...


Sentimos o suave aroma...


Nos doado com a sua presença.






Almas perfumadas...


São aquelas...


Que tem o perfume...


Da mais bela flor...


Que ao sentirem-se amadas...


Se entrega com desejo...


E com intenso ardor.






Almas perfumadas...


São aquelas...


Que nos faz viajar...


Ao simples fato de nos tocar...


Pois sabem muito bem...


Como acalentar o seu amor.






Almas perfumadas...


São aquelas...


Que nos envolvem...


Se nos fazer lembrar do tempo...


Tirando-nos de qualquer tormento...


Causado por um desamor.






Almas perfumadas...


São aquelas...


Abençoadas com o dedo de Deus...


Que juntam dentro de sim...


Toda a essência das almas encantadas...


Toda a amizade das almas felizes.






Almas perfumadas...


São aquelas...


Que não se importam...


Se apenas formos...


Volúveis almas livres.

Almas perfumadas...


São aquelas...


Que em seu modo de ser...


Sabem muito bem...


Que o verdadeiro amor...


Está na liberdade...


A qual somente uma alma...


Que recebeu o perfume de Papai do Céu...


Consegue manter ao seu lado...


O verdadeiro amor...


De duas almas apaixonadas...


Que verdadeiramente se amam.







Poesia & Cia

Alma Partida
* Paulo Fuentes *

Minha alma gêmea amada que partiste...

A chamado de Deus desta vida tão cedo...

E que hoje repousa ao seu lado no céu do firmamento...

Deixando-me viver tão triste aqui na terra em plena dor.



Se hoje sentada no paraíso para onde sei que subistes...

Ainda tiveres memória de nossa vida passada...

Jamais se esqueças daquela amor ardente...

Que sabes da pureza que em meus olhos hoje tristes...

Um dia vistes e sentistes...

E se neste momento então conseguires isso sentir...

Saibas que o que aqui em meu peito ficou...

Foi a tristeza de saber que mesmo sem querer...

Você partiu deste mundo e me deixou.



Hoje fico aqui em dor a chorar...

E rogo a Deus para que no dia que me levares...

Não me deixes longe de poder novamente poder ver...

A minha amada que um dia ainda muito cedo partiu...

Deixando-me aqui neste mundo sozinho...

Porém com a certeza de que...

Por mais que eu ainda aqui sem ti viva...

Jamais conseguirei lhe esquecer.

Poesia & Cia

Almas que se encontram

* Paulo Fuentes *

Dizem que para o amor chegar...

Não há dia...

Não há hora...

E nem momento marcado para acontecer.



Ele vem de repente e se instala...

No mais sensível dos nossos órgãos...

O coração.



Começo a acreditar que sim...

Mas percebo também...

Que pelo fato deste momento...

Não ser determinado pelas pessoas...

Quando chega, quase sempre...

Os sintomas são arrebatadores...

Vira tudo às avessas...

E a bagunça feliz se faz instalada.



Quando duas almas se encontram...

O que realça primeiro...

Não é a aparência física...

Mas a semelhança das almas.



Elas se compreendem...

E sentem falta uma da outra....

Se entristecem...

Por não terem se encontrado antes...

Afinal tudo poderia ser tão diferente.



No entanto sabem que o caminho é este...

E que não haverá retorno...

Para as suas pretensões.



É como se elas falassem além das palavras...

Entendessem a tristeza do outro...

A alegria e o desejo...

Mesmo estando em lugares diferentes.



Quando almas afins se entrelaçam...

Passam a sentir saudade uma da outra...

Em um processo contínuo de reaproximação...

Até a consumação.



Almas que se encontram...

Podem sofrer bastante também...

Pois muitas vezes...

Tais encontros acontecem...

Em momentos onde não mais podem extravasar...

Toda a plenitude do amor...

Que carregam, toda a alegria de amar...

E de querer compartilhar a vida com o outro...

Toda a emoção contida...

À espera do encontro final.



Desejam coisas que se tornam quase impossíveis...

Mas que são tão simples de viver...

Como ver o pôr-do-sol...

Ou de caminhar...

Por uma estrada com lindas árvores...

Ver a noite chegar...

Ir ao cinema e comer pipocas...

Rir e brincar.



Brigar às vezes...

Mas fazer as pazes...

Com um jeitinho muito especial.



Amar e amar, muitas vezes...

Sabendo que logo depois...

Poderão estar juntas de novo...

Sem que a despedida se faça presente.



Porém muitas vezes...

Elas se encontram em um tempo...

E em um espaço diferente...

Do que suas realidades possam permitir.



Mas depois que se encontram...

Ficam marcadas ... tatuadas...

E ainda que nunca venham a caminhar...

Para sempre juntas...

Elas jamais conseguirão se separar...

E o mais importante ...

Terão de se encontrar em algum lugar.



Almas que se encontram...

Jamais se sentirão sozinhas...

Porquanto entenderão, por si só...

A infinita necessidade...

Que têm uma da outra para toda a eternidade.

YOSHIYUKI Iiwase

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Красная влага

Seios

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ 2011

FELIZ ANO NOVO!!!


...A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.


Quando se vê, já são seis horas!


Quando se vê, já é sexta-feira...


Quando se vê, já terminou o ano...


Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.


Quando se vê, já passaram-se 50 anos!


Agora é tarde demais para ser reprovado.


Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.


Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas. Desta forma, eu digo:

"Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais." (Mário Quintana)



Em 1990, o astrônomo Carl Sagan pediu para que os controladores da “Voyager” fotografassem a Terra. Seria uma fotografia única, captada a bilhões de quilômetros de distância. O resultado está nessa imagem que mostra um pálido ponto azul (Pale Blue Dot), que é a Terra. Em seu livro consta uma reflexão capaz de redimensionar o mistério da vida e repensar nossas características humanas: somos ínfimos frente ao vasto universo, e, ao mesmo tempo, grandiosos diante do milagre da existência.


Desejo que em 2011 a coragem para reconhecer esta dualidade nos torne melhores aqui neste pequeno grão de areia que é o nosso lar. Leia o texto traduzido.
"Nós conseguimos trazer essa imagem [do espaço profundo], e, se você olhar para ele, você vê um ponto. É aqui. É a nossa casa. Ou seja, nós. Nela, todos que você nunca ouviu falar, todo ser humano que já viveu , viveram suas vidas. O agregado de todas as nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões confiantes, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais no amor, cada criança esperançosa, cada mãe e pai, cada inventor e explorador, cada professor de moral, políticos corruptos, superstar, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu há em um grão de poeira, suspenso em um raio de sol.
A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que em glória e triunfo eles pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração de um ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto do ponto de habitantes mal distinguíveis de algum outro canto do ponto. Em seus freqüentes conflitos, como eles estão ansiosos para matar um ao outro, como seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no universo, são desafiadas por este ponto de luz pálida. Nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade - em toda essa imensidão - não há nenhum indício de que a ajuda virá de outro lugar para nos salvar de nós mesmos. Cabe a nós. Tem sido dito que a astronomia é uma humilhação, e devo acrescentar, uma experiência de construção do caráter. Na minha opinião, talvez não haja melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que esta distante imagem de nosso mundo minúsculo. Para mim, ela sublinha a responsabilidade de nos relacionarmos mais bondosamente e compaixão uns com os outros e de preservarmos e amarmos que pálido ponto azul, o único lar que conhecemos. "Carl Sagan

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010











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O Brasil, a energia e a “merda”

Debate na CartaCapital

O Brasil, a energia e a “merda”
publicada quarta-feira, 08/12/2010 às 19:31 e atualizada quarta-feira, 08/12/2010 às 19:31
por Rodrigo Vianna

Participei essa semana, como moderador, do seminário promovido pela “Carta Capital”, no Rio de Janeiro. A revista conseguiu reunir, em dois dias de “Diálogos Capitais”, todos os presidentes do BNDES dos oito anos de governo Lula: Guido Mantega (que continuará como ministro da Fazenda), Luciano Coutinho (que também seguirá à frente do banco com Dilma), Carlos Lessa (professor da UFRJ) e Demian Fiocca (hoje, de volta à iniciativa privada).
Os dois últimos participaram de uma interessantíssima mesa sobre a Geração de Energia no Brasil. Lessa deu um show. Frases curtas, cortantes. Misturou informação e humor. “Uma das coisas mais imbecis do Planeta é expandir a geração de energia com termoelétricas, quando temos esse potencial hidrelétrico magnífico”, desferiu.
Foi um comentário aos números mostrados pouco antes por Wilson Ferreira Junior, presidente da CPFL (empresa geradora de energia em São Paulo). Wilson indicou que o Brasil deve entrar na segunda década do século XXI em situação razoavelmente “confortável” no que tange à geração de energia: com as novas usinas já contratadas ou em construção, o país tem energia “sobrando” nos próximos dez anos.
Mas Wilson mostrou também que o Brasil – por força dos (necessários) cuidados ambientais – tem feito uma escolha no mínimo estranha na hora de construir hidrelétricas: opta por usinas sem grandes reservatórios, que operam no sistema do “fio d´água”. Isso evita os impactos ambientais das grandes áreas alagadas; mas em contrapartida reduz a capacidade de geração das usinas.
E o que o Brasil faz para compensar hidrelétricas que produzem menos energia do que poderiam? Constrói termoelétricas!!! Que liberam para a atmosfera toneladas de carbono!
Hum…
Entenderam a lógica? Evita-se o impacto ambiental dos reservatórios, e amplia-se o impacto do carbono na atmosfera. Uma escolha “imbecil” – na definição do professor Carlos Lessa.
Lessa também arrancou gargalhadas da platéia ao definir a Petrobrás como uma empresa “quase” nossa. Defendeu que o governo brasileiro use parte das reservas em dólar acumuladas nos últimos anos para recomprar ações da estatal que hoje estão pulverizadas no mercado de Nova York.
Miguel Rosseto, que hoje preside a Petrobras Bio Combustíveis, anunciou as inovações tecnológicas que, em breve, podem aumentar a produção do combustível obtido do bagaço de cana. Lessa saudou a novidade, mas como velho nacionalista alertou o país para uma onda pouco noticiada: a compra de terras por estrangeiros que enxergam no Brasil o melhor lugar do Planeta para produzir combustível a partir da cana.
Lessa disse que os brasileiros precisam lançar uma campanha popular para impedir a compra de terras pelos estrangeiros. “Será uma nova batalha de Guararapes!”
Demian Fiocca fez uma exposição técnica e reveladora. Mostrou como é impossível evitar danos ambientais – no curto prazo – contando apenas com o crescimento das chamadas “energias alternativas” (eólica, biomassa etc). A oferta desse tipo de energia no Planeta é de cerca de 1% do total. Contra 60% a 70% de energia produzida a partir de combustíveis fósseis (que liberam carbono para atmosfera). Por isso, lembrou Demian, se o Planeta quer mesmo reduzir a emissão de carbono, precisa apostar no tripé energia nuclear-hidrelétrica-energias alternativas, que juntas hoje representam cerca de 20% da oferta total no Mundo.
“Mesmo se multiplicássemos por cinco o uso das energias alternativas, atingiríamos só 5% do total. Parece mais realista apostar na ampliação desse somatório de energias nuclear-hidrelétrica-alternativas; se dobrarmos a oferta delas, teríamos 40% do total, com um impacto decisivo sobre a emissão de carbono”, disse Demian.
O economista (o mais jovem dos quatro que recentemente ocuparam a presidência do BNDES) lembrou que – assim como os setores produtivos precisam rever conceitos e levar em conta as preocupações ambientais – o movimento ambientalista precisa trabalhar com novos parâmetros, mais realistas, se quisermos reduzir o impacto do aquecimento global.
E aí voltamos às termoelétricas…
Ambientalistas, ao fazerem oposição cerrada às hidrelétricas com grandes reservatórios, acabam levando o país a ampliar a geração por termoelétricas. Difícil não concordar (atenção ambientalistas e leitores em geral: sintam-se à vontade, sim, para discordar e criticar; seria legal travar um debate nessa área) com o professor Carlos Lessa: parece uma opção “imbecil”, num país em que o potencial hidrelétrico inexplorado ainda é gigantesco.
Tão gigantesco como o sistema de transmissão de energia que o país soube consolidar. Wilson Ferreira Junior apresentou um dado impressionante: a rede de transmissão de energia brasileira que corta o país do sul até à Amazônia, se estivesse na Europa e fosse transposta para um eixo imaginário leste-oeste, teria cumprimento suficiente para unir Lisboa a Moscou!
Isso mesmo. O Brasil construiu um sistema de transmissão que seria suficiente para unir Portugal à Rússia. O Brasil inventou tecnologia para tirar petróleo de águas profundas- levando à descoberta do Pré-Sal, que pode ser a terceira maior reserva de Petróleo do mundo. O Brasil criou técnicas inovadoras para produzir combustível renovável a partir da cana e de outros vegetais.
Tudo isso, mais o gigantismo hidrelétrico do país, leva à conclusão de que seremos das poucas nações do Planeta a ter energia “sobrando” nas próximas décadas. O que fazer com essa riqueza? Vamos armazenar e processar essa energia no ritmo que interessa a uma nação independente? Ou vamos nos render às necessidades da (ainda) maior potência do Planeta – que quer “beber” nosso petróleo em estado bruto, como bem definiu o professor Lessa.
Lá pelo fim do seminário, o experiente (e debochado) economista carioca olhou para esse humilde mediador e entre dentes concluiu: “esse é o grande debate que interessa ao Brasil, debate que não se fez na merda da campanha eleitoral”.

De novo, difícil discordar de Carlos Lessa!

Em tempo: a edição de “CartaCapital” que circula a partir do dia 17 trará a cobertura completa dos debates travados no Rio. Incluindo as mesas sobre a infra-estrutura para Copa de 2014, e sobre o Plano Nacional de Banda Larga – todas de altíssima qualidade. Confiram!

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