sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Violência sexual

Violência sexual não tem graça: Zorra Total repete lógica de Rafinha Bastos
Suely Akemi

É inaceitável que a emissora líder mantenha um programa que defende práticas tão nefastas, num país onde uma mulher é violentada a cada 12 segundos; onde 43% das mulheres sofrem violência doméstica.


Humorísticos recorrem à estupidez para alavancar audiência
Talvez você não perceba. Talvez até ache graça. Mas a violência contra as mulheres está sendo incentivada dentro da sua casa, de forma nada sutil, no humorístico Zorra Total. No principal quadro do programa, chamado “Metrô Zorra Brasil”, todos os sábados à noite, duas amigas travam um diálogo dentro do vagão lotado. Na fórmula do roteiro, lá pelas tantas, em todos os episódios, um sujeito se aproxima, encosta e bolina a mulher de várias formas. No episódio do dia 9 de julho, o quadro mostrou a mulher sendo “tocada” em suas partes íntimas com a “batuta” de um maestro. A mulher atacada, Janete (Thalita Carauta), cochicha com sua amiga Valéria (Rodrigo Sant’anna), que, ao invés de defendê-la, diz: “aproveita. Tu é muito ruim, babuína. Se joga”. A claque ri.

Leia mais:

O ataque relatado pelo programa acontece todos os dias com milhares de mulheres no nosso país. Só nós mulheres podemos medir a humilhação pela qual passamos nos trens e ônibus lotados e suas consequências. Não tem graça.

No metrô de São Paulo, o mais lotado do mundo, numa manhã de abril, uma jovem trabalhadora foi violentada sexualmente num vagão da linha verde, considerada uma das melhores. Um crápula a segurou pelo braço, ameaçou, enfiou a mão sob sua saia, rasgou sua calcinha e a tocou. Os passageiros perceberam, tentaram agir, mas o homem fugiu. O caso foi registrado como estupro na 78º DP da capital paulista. Impossível rir disso.

É sabido que a Rede Globo nunca foi uma defensora das mulheres e da diversidade. Mas o Zorra Total foi longe demais. O quadro do programa incentiva a violência contra às mulheres e o estupro, de uma forma sistemática, já que o ataque é parte da estrutura permanente do texto. Ou seja, todas as semanas, a Rede Globo diz que as mulheres que sofrem abuso sexual devem “aproveitar” e “agradecer”, como se fosse uma dádiva.

Repete a lógica do humorista Rafinha Bastos que, pelo Twitter, escreveu que as feias deveriam agradecer ao serem estupradas. E está sendo processado por isso.

O quadro tem alcançado liderança de audiência nas noites de sábado, atingindo cerca de 25 pontos de audiência. Ou seja, milhões de lares recebem toda semana a mensagem de que é natural abusar sexualmente de mulheres no metrô, nos trens, nos ônibus. Não é preciso muito para saber que o quadro certamente terá efeitos sobre esse público, naturalizando a violência contra a mulher, diminuindo a gravidade de um crime, tornando-o algo menor, sem importância.

Leia também:

Essa brincadeira não tem graça. É no mínimo lamentável que o talento da dupla de humoristas esteja sendo desperdiçado em um quadro que incentiva o ataque às mulheres trabalhadoras. É revoltante que a emissora líder mantenha um programa que defende práticas tão nefastas, num país onde uma mulher é violentada a cada 12 segundos; onde uma mulher é assassinada a cada duas horas; onde 43% das mulheres sofrem violência doméstica.

Suely Akemi
Prefeitura de Guarulhos
Secretaria de Desenvolvimento Urbano

Contra o massacre na Síria

Caros amigos,




A sangrenta repressão na Síria é alimentada pela renda obtida com a venda de petróleo à Europa. Sanções contra o petróleo sírio vindas de toda a União Europeia prejudicariam gravemente a capacidade da Síria de continuar com o massacre. Clique aqui para exigir que as lideranças da UE imponham sanções imediatas contra o petróleo sírio:

“Assine
Durante meses, o brutal presidente da Síria, Assad, tem contratado capangas para guerrear contra seu próprio povo. Líderes de governo de todo o mundo já condenaram essas atrocidades, mas países europeus de destaque têm o poder de interromper o fluxo de capital que financia esse banho de sangue.

Alemanha, França e Itália são os três principais importadores de petróleo sírio. Se esses países decidirem impor sanções imediatas da UE, os recursos de Assad para continuar com o massacre se esgotarão. Assad tem ignorado os apelos políticos para refrear suas investidas, e as lideranças da UE têm discutido medidas para reforçar sanções, mas apenas um grande protesto global as pressionará a agir com urgência.

Não temos tempo a perder - diariamente, dezenas de sírios são mortos a tiros, torturados ou desaparecem simplesmente por exigir direitos democráticos fundamentais. A UE pode parar imediatamente de financiar a repressão. Clique no link abaixo para assinar a petição para que os chefes de Estado da UE adotem imediatamente sanções contra o petróleo da Síria:
http://www.avaaz.org/po/no_blood_for_oil/?vl

Todos assistimos e lemos sobre a horrenda violência na Síria. Grande parte dessa cobertura vem de jornalistas cidadãos apoiados pela Avaaz que arriscam suas vidas para relatar sobre a repressão de Assad. E agora temos uma oportunidade de transformar nosso horror em ação. Especialistas dizem que sanções da UE contra o petróleo sírio interromperiam seriamente o fluxo de capital para o cruel exército de Assad sem produzir consequências negativas significativas para a economia europeia nem para a população síria.

Quase todo o petróleo exportado da Síria é comprado e refinado pela Alemanha, França e Itália, mas estes países ainda não usaram o grande peso de sua relação comercial com Assad como moeda de barganha em troca de proteção ao povo sírio. Todavia, eles denunciaram a violência, e os jornais informam que algumas lideranças da UE já estão fazendo pressão por sanções ao petróleo sírio. Vamos exigir que elas reforcem a pressão e aprovem essas sanções imediatamente, interrompendo a máquina que alimenta o regime assassino de Assad.

Junte-se agora mesmo ao apelo pela interrupção do fluxo de capital que financia as forças sírias. Clique no link abaixo para assinar a petição por sanções da UE contra o petróleo da Síria e encaminhe esta campanha a todos os seus contatos:
http://www.avaaz.org/po/no_blood_for_oil/?vl

Os membros da Avaaz têm tido um papel crucial de apoio aos sírios em sua luta por liberdade, democracia e direitos humanos. Grande parte das imagens e informações exibidas mundialmente sobre essa luta é financiada com pequenas doações de membros da Avaaz em todo o mundo. Vamos aproveitar esse impulso em prol de mudanças duradouras neste momento de escalada da violência contra o povo sírio e insistir que a União Europeia tome medidas imediatas.

Com esperança,

Stephanie, Pascal, Morgan, Alice, Ricken, Wissam e o resto da equipe da Avaaz

MAIS INFORMAÇÕES

Nove morrem em protesto na Síria na sexta-feira do Ramadã (G1)
http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/08/nove-morrem-em-protesto-na-siria-na-sexta-feira-do-ramada.html

EUA e UE anunciam mais sanções a Damasco (Estadão)http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,eua-e-ue-anunciam-mais-sancoes-a-damasco,754476,0.htm

Oposição síria quer sanções sobre petróleo (Itamaraty)
http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/o-estado-de-sao-paulo/2011/08/04/oposicao-siria-quer-sancoes-sobre-petroleo

União Europeia afirma que violência na Síria "supera o aceitável" (Folha.com)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/956149-uniao-europeia-afirma-que-violencia-na-siria-supera-o-aceitavel.shtml

Ativistas denunciam 15 mortes na Síria e EUA impõem mais sanções (Diário de São Paulo)
http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/08/121307-ativistas+denunciam+15+mortes+na+siria+e+eua+impoem+mais+sancoes.html

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Exuberantes














Noam Chomsky - Carta Maior
 
É um tema comum que os Estados Unidos, que há apenas alguns anos era visto como um colosso que percorreria o mundo com um poder sem paralelo e um atrativo sem igual (...) estão em decadência, enfrentando atualmente a perspectiva de uma deterioração definitiva, assinala Giacomo Chiozza, no número atual de Political Science Quaterly.
 
A crença neste tema, efetivamente, está muito difundida. Em com certa razão, se bem que seja o caso de fazer algumas precisões. Para começar, a decadência tem sido constante desde o ponto culminante do poderio dos EUA, logo após a Segunda Guerra Mundial, e o notável triunfalismo dos anos 90, depois da Guerra do Golfo, foi basicamente um autoengano.
 
Outro tema comum, ao menos entre aqueles que não ficaram cegos deliberadamente, é que a decadência dos EUA, em grande medida, é auto-inflingida. A ópera bufa que vimos este verão em Washington, que desgostou o país e deixou o mundo perplexo, pode não ter comparação nos anais da democracia parlamentar. O espetáculo inclusive está chegando a assustar aos patrocinadores desta paródia. Agora, preocupa ao poder corporativo que os extremistas que ajudou a pôr no Congresso de fato derrubem o edifício do qual depende sua própria riqueza e seus privilégios, o poderoso estado-babá que atende a seus interesses.
 
A supremacia do poder corporativo sobre a política e a sociedade – basicamente financeira – chegou ao grau de que as formações políticas, que nesta etapa apenas se parecem com os partidos tradicionais, estão muito mais à direita da população nos principais temas em debate.
 
Para o povo, a principal preocupação interna é o desemprego. Nas circunstâncias atuais, esta crise pode ser superada só mediante um significativo estímulo do governo, muito mais além do que foi o mais recente, que apenas fez coincidir a deterioração no gasto estatal e local, ainda que essa iniciativa tão limitada provavelmente tenha salvado milhões de empregos.
 
Mas, para as instituições financeiras, a principal preocupação é o déficit. Assim, só o déficit está em discussão. Uma grande maioria da população está a favor de abordar o problema do déficit taxando os muito ricos (72%, com 27% contra), segundo uma pesquisa do The Washington Post e da ABC News. Fazer cortes nos programas de atenção médica conta com a oposição de uma esmagadora maioria (69% no caso do Medicaid, 78% no caso do Medicare). O resultado provável, porém, é o oposto.
 
O Programa sobre Atitudes de Política Internacional (PIPA) investigou como a população eliminaria o déficit. Steven Kull, diretor do PIPA, afirma: É evidente que, tanto o governo como a Câmara (de Representantes) dirigida pelos republicanos, estão fora de sintonia com os valores e as prioridades da população no que diz respeito ao orçamento.
 
A pesquisa ilustra a profunda divisão: a maior diferença no gasto é que o povo apoia cortes profundos no gasto militar, enquanto que o governo e a Câmara de Representantes propõem aumentos modestos. O povo também defende aumentar o gasto na capacitação para o trabalho, na educação e no combate à poluição em maior medida que o governo ou a Câmara.
 
O acordo final – ou, mais precisamente, a capitulação ante à extrema direita – é o oposto em todos os sentidos, e quase com toda certeza provocará um crescimento mais lento e danos de longo prazo para todos, menos para os ricos e as corporações, que gozam de benefícios sem precedentes.
 
Nem sequer se discutiu que o déficit poderia ser eliminado se, como demonstrou o economista Dean Baker, se substituísse o sistema disfuncional de atenção médica privada dos EUA por um semelhante ao de outras sociedades industrializadas, que tem a metade do custo per capita e obtém resultados médicos equivalentes ou melhores.
 
As instituições financeiras e as grandes companhias farmacêuticas são demasiado poderosas para que sequer se analisem tais opções, ainda que a ideia dificilmente pareça utópica. Fora da agenda por razões similares também se encontram outras opções economicamente sensatas, como a do imposto às pequenas transações financeiras.
 
Entretanto, Wall Street recebe regularmente generosos presentes. O Comitê de Atribuições da Câmara de Representantes cortou o orçamento da Comissão de Títulos e Bolsa, a principal barreira contra a fraude financeira. E é pouco provável que sobreviva intacta a Agência de Proteção ao Consumidor.
 
O Congresso brande outras armas em sua batalha contra as gerações futuras. Apoiada pela oposição republicana à proteção ambiental, a importante companhia de eletricidade American Eletric Power arquivou o principal esforço do país para captar o dióxido de carbono de uma planta atualmente impulsionada por carvão, o que significou um forte golpe às campanhas para reduzir as emissões causadoras do aquecimento global, informou o The New York Times.
 
Esses golpes auto-aplicados, ainda que sejam cada vez mais potentes, não são uma inovação recente. Datam dos anos 70, quando a política econômica nacional sofreu importantes transformações, que puseram fim ao que se costuma chamar de “época de ouro” do capitalismo de Estado.
 
Dois importantes elementos desse processo foram a financeirização (o deslocamento das preferências de investimento, da produção industrial para as finanças, os seguros e os bens imobiliários) e a externalização da produção. O triunfo ideológico das doutrinas de livre mercado, muito seletivo como sempre, desferiu mais alguns golpes, que se traduziram em desregulação, regras de administração corporativa que condicionavam as enormes recompensas aos diretores gerais com os benefícios de curto prazo e outras decisões políticas similares.
 
A concentração resultante da riqueza produz maior poder político, acelerando um círculo vicioso que aportou uma riqueza extraordinária para 1% da população, basicamente diretores gerais de grandes corporações, gerentes de fundos de garantia e similares, enquanto que a maioria das receitas reais praticamente estancou.
 
Ao mesmo tempo, o custo das eleições disparou para as nuvens, fazendo com que os dois partidos tivessem que escavar mais fundo os bolsos das corporações. O que restava de democracia política foi solapado ainda mais quando ambos partidos recorreram ao leilão de postos diretivos no Congresso, como apontou o economista Thomas Ferguson, no The Financial Times.
 
Os principais partidos políticos adotaram uma prática das grandes empresas varejistas, como Walmart, Best Buy e Target, escreve Ferguson. Caso único nas legislaturas do mundo desenvolvido, os partidos estadunidenses no Congresso colocam preço em postos chave no processo legislativo. Os legisladores que conseguem mais fundos ao partido são os que indicam os nomes para esses postos.
 
O resultado, segundo Ferguson, é que os debates se baseiam fortemente na repetição interminável de um punhado de consignas, aprovadas pelos blocos de investidores e grupos de interesse nacionais, dos quais depende a obtenção de recursos. E o país que se dane.
 
Antes do crack de 2007, do qual foram responsáveis em grande medida, as instituições financeiras posteriores à época de ouro tinham obtido um surpreendente poder econômico, multiplicando por mais de três sua participação nos lucros corporativos. Depois do crack, numerosos economistas começaram a investigar sua função em termos puramente econômicos. Robert Solow, prêmio Nobel de Economia, concluiu que seu efeito poderia ser negativo. Seu êxito aporta muito pouco ou nada à eficiência da economia real, enquanto seus desastres transferem a riqueza dos contribuintes ricos para o setor financeiro.
 
Ao triturar os restos da democracia política, as instituições financeiras estão lançando as bases para fazer avançar ainda mais este processo letal...enquanto suas vítimas parecem dispostas a sofrer em silêncio.
(*) Professor emérito de lingüística e filosofía do Instituto Tecnológico de Massachusetts. Seu livro mais recente é 9-11: Tenth Anniversary.
 
Tradução: Katarina Peixoto

Leia mais em: O Esquerdopata

Putocrácia econômica

 

 

A estupidez humana não tem limites

A corrida dos lemingues
Os últimos desdobramentos desse segundo round da crise econômica mundial dão inteira razão a quem acha que a estupidez humana não tem limites.
Uma agência de classificação de riscos completamente desacreditada foi capaz de fazer as bolsas de valores de todo o mundo viver um dia para se esquecer.
Claro que as notícias sobre o desempenho fiscal de alguns países da Eurolândia e dos Estados Unidos já estavam fazendo os investidores olhar desconfiados para suas aplicações, mas o que se viu na segunda-feira foi algo que supera qualquer noção do que seja a irracionalidade.
Delfim Netto, economista que está milhares de anos-luz de expressar um grão de simpatia por ideias da esquerda, homem umbilicalmente ligado ao pensamento capitalista, expressou de maneira irretocável as cenas da segunda-feira, em artigo que escreveu para o "Valor":
"Houve novidade na última semana? Nenhuma! Talvez apenas a confirmação que a 'racionalidade' dos agentes no mercado é a mesma dos carneiros de Panurge, o célebre personagem criado por Rabelais: tendo sido um deles jogado ao mar, foi fielmente seguido pelos outros. O mercado é a 'manada'. É a 'imitação'. É o contágio. É a busca da segurança na insegurança: todos seguem todos, supondo que o vizinho sabe o que está fazendo. Aliás, foi aquele o exemplo dado pelo maior matemático do século XIX, Henry Poincaré (1854-1912), para não dar o grau máximo à tese de Louis Bachelier, o criador da economia financeira, cujo elegante modelo supunha que o comportamento dos agentes fosse independente..."
É isso. O mundo, bilhões de pessoas, bilhões de sonhos e esperanças, toda uma intrincada rede de relações sociais e econômicas, o próprio futuro da humanidade, depende, em última instância, dos humores desse tal de "mercado", essa entidade incorpórea, essencialmente deletéria, que não tem escrúpulos de fazer unicamente o que só a ela interessa, só a ela dá lucros, e, pior de tudo, quando frente a um problema age como uma manada descerebrada, como lemingues que se jogam no mar no fim de uma longa viagem.
E nesse oceano de insensatez, quando mais se precisa de lideranças fortes, firmes, que saibam separar a ficção da realidade, o que se vê é simplesmente um bando de homens frouxos, mergulhados até o pescoço nos dejetos deste pantanal de iniquidades que ajudaram a criar e, com zelo inestimável, preservam.

Leia mais em: O Esquerdopata


terça-feira, 9 de agosto de 2011

A EUROPA EM CONVULSÃO

A EUROPA EM CONVULSÃO – LONDRES ESTÁ EM CHAMAS - É MUITO GRAVE A CRISE


Pelo terceiro dia a capital LONDRES vive um clima de revolta, destruição, caos e pavor. A “rebelião” violenta em áreas da periferia da Capital inglesa coloca mais um ingrediente de incerteza e aumenta a tensão com que problemas econômicos e sociais do velho continente são vistos.

Anunciado os empréstimos em EUROS para Grécia e Portugal, com renegociação de acordos, e a compra de títulos pelo BCE dos papéis emitidos por Espanha e Itália, restam ainda incertezas quanto à eficácia dessas iniciativas, se elas serão capazes de impedir que em breve a França também esteja entrando em crise.
 
O governo inglês tenta vender a versão de que os tumultos são obra de um pequeno grupo de criminosos. É fato que eles estão atuando, incendiando carros e destruindo vitrines, enfrentando a polícia e causando destruição, mas, é inegável que o pano de fundo é a situação econômica, o desemprego, o corte em benefícios sociais e programas que o governo de DAVID CAMERON tenta colocar em prática para salvar a também combalida finança dos ingleses.
 
Nesse momento Parte do subúrbio de Londres está em chamas. Prédios inteiros ardem e a população foge em desespero, sem que a polícia e os bombeiros consigam controlar a situação. É grave a crise. Aceso assim o estopim, é difícil impedir com tanta “pólvora” espalhada, que outros “focos” de insatisfação e revolta explodam.
 

Betinho, lembranças

HERBERT DE SOUZA (BETINHO) + 09 DE AGOSTO DE 1997 – A MEMÓRIA EM 5 FRASES.

Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, nasceu em Bocaiúva, Minas Gerais em 03 de novembro de 1935 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 09 de agosto de 1997. Sociólogo, ativista pelos Direitos Humanos, pacifista e um trabalhador incansável na luta contra a foem e amiséria (em todos os sentidos). Outra vez o blog presta homenagem e não deixa que o ESQUECIMENTO caia sobre pessoa e trabalho tão importante.

FRASES DE BETINHO

"A Globo informa o que quer e como quer, desde que isso não vá contra o pensamento oficial. Se existe um poder soberano neste país, ele é a Rede Globo de Televisão. E o mais importante é que ela exerce esse poder graças ao Governo Federal, e sem ter sido eleita por pessoa alguma. Só em uma ditadura poderia existir semelhante poder sem controle social".
 
"É um absurdo um país com tanta terra ociosa assistir sua população vegetar na periferia das grandes cidades".
"Há mudança no Brasil. Ela não corre, mas anda. Não corre, mas ocorre".
 
"O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade".
"Quem fica na memória de alguém não morre".

Massacre na Noruega

Massacre na Noruega: Preparada para morrer, sobrevivente faz relato arrepiante
Emma levou um tiro no braço e perdeu 14 amigos; atirador sorria.
Aos 18 anos de idade, ela respirou fundo e se preparou para morrer. Com pouca habilidade para nadar, a norueguesa Emma Martinovic pulou em um lago gelado, certa de que provavelmente afundaria antes de pisar na terra novamente. Mas o risco não foi apenas uma aventura ou uma brincadeira perigosa. A adolescente tentava fugir de Anders Behring Breivik, o homem que matou a tiros os participantes de um acampamento juvenil de verão do Partido Trabalhista norueguês, na ilha de Utoeya, no ultimo 22 de julho.
 
Leia mais:
 
Dos 69 mortos no ataque, 14 eram amigos próximos de Emma. Seis deles foram baleados na frente da estudante. Ela nadou para escapar da ilha e, embora tenha tido dificuldades para se salvar, ainda ajudou uma amiga e um menino desconhecido a fugir. Emma foi atingida no braço antes de ser resgatada pela tripulação de um barco. De todas as perdas e dificuldades que enfrentou, nada a impactou mais do que a lembrança do sorriso do terrorista enquanto atirava nas pessoas. Emma contou como se amparou na família e nos amigos para tomar fôlego entre uma braçada e outra naquele dia. Apesar do terror, ela diz se sentiu obrigada a continuar viva. 
Como você percebeu que estava em meio a um tiroteio?

Eu meus amigos ouvimos o barulho e nos escondemos atrás de um morro. Não tínhamos como ver muita coisa de lá. Então começaram a chegar mensagens nos celulares, com perguntas sobre como era o atirador e se ele estava sozinho. Depois nos avisaram que era um homem vestido como policial e que ele estava vindo em nossa direção.

Primeiro eu rezei, mas tentei ao mesmo tempo acalmar os outros ao meu redor. Em seguida, enviei uma mensagem para o líder do movimento juvenil trabalhista. Ele disse que estava a salvo e eu perguntei o que deveria fazer, já que éramos quatro encurralados em um rochedo. A resposta foi simples e direta: “Nade!”
 
No seu blog você diz que foi atingida por uma bala. Como foi isso?

Minha amiga gritou atrás de mim: "Emma, você está sangrando!". Olhei para baixo e vi o sangue jorrando do meu braço esquerdo. Só naquele instante eu entendi porque doía tanto, mas não quis parar. Ainda era possível ouvir tiros, gritos e a risada, a inconfundível risada do desgraçado. Ele gritava e dizia que não escaparíamos.

Você frequentava o acampamento em Utoeya há quanto tempo?

Foi minha primeira vez. Todos os anos minha família viaja para a Bósnia e para Montenegro, mas esse ano eu quis ir para Utoeya e voltei mais cedo das férias.
 
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O moderno reacionário é a porta de entrada para o velho fascismo

Lá tinha todos os atrativos de um acampamento de verão tradicional. Durante cinco dias, nós jogamos futebol e vôlei, dançamos, vimos shows de música, organizamos festas. Esse tipo de coisa. O diferencial eram as atividades com ênfase na política. Havia barracas onde os jovens podiam escolher o assunto em que queriam se aprofundar, como política internacional, relações partidárias etc. Eu sempre gostei muito de política e queria fazer algo pela Noruega.

O massacre mudou seus planos profissionais?

De forma alguma. É importante que cada um de nós continue a atuar da forma que quiser. Assim o monstro não vai achar que conseguiu vencer nossa política pacífica.

Já na vida pessoal, tudo mudou. Tenho medo de tudo o que me cerca. Tenho de medo de barulho, fico olhando para trás sem parar e nunca saio sozinha. Meu melhor amigo está sempre comigo. Ele nunca me deixa só. As pessoas me perguntam coisas sobre Utoeya a todo instante e, quando não consigo responder, é meu amigo quem responde por mim. Mas, mesmo com ele, eu continuo assustada. Estou sempre preparada para correr e nem mesmo sei o porquê.

O que você sabe sobre o atirador?

Sei que ele foi preso e que escreveu um manifesto de ódio. Mas eu não posso lê-lo. Não tenho condições de saber como ele planejou nos matar. Jamais vou perdoá-lo, mas não sinto nada por ele. A sensação é de vazio ao pensar naquela pessoa. Na verdade, chego a sentir ódio por dez segundos, só por causa das pessoas que ele tirou de mim. Mas depois esse sentimento ruim vai embora e não sobra nada mesmo.
 
Opera Mundi

Campanha pela liberdade da internet

A pressão está funcionando! A pressão popular forçou o Congresso a adiar a votação -- vamos dobrar o nosso chamado. Encaminhe a mensagem para todos!

Caros amigos de todo o Brasil,



Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que representa um golpe contra a liberdade da internet dos brasileiros. A pressão da opinião pública barrou o projeto de lei em 2009 e nós podemos fazer isso de novo. Vamos usar a web para derrotar esse projeto de lei! Envie agora mesmo uma mensagem aos parlamentares sobre o assunto:

”Envie
Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil, criminalizando atividades on-line cotidianas tais como compartilhar músicas e restringir práticas essenciais para blogs. Temos apenas seis dias para barrar a votação.

A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.

O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil:
http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl

O projeto de lei do deputado Azeredo sobre a internet supostamente teria o objetivo de nos proteger contra fraudadores e hackers. Porém, como alguém que faz uma cirurgia com uma motosserra, as normas excessivamente cautelosas impostas pelo projeto de lei trariam altíssimos custos sem de fato cumprir seu objetivo. Em vez de capturar os verdadeiros criminosos, elas penalizariam todos nós. Por esse motivo, até mesmo o importante site anti-pedofilia, o SaferNet é contra o PL Azeredo.

Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas. Pior que isso, os provedores de internet que mantêm informações detalhadas sobre nosso histórico de navegação na internet passarão a ser “policiais virtuais” monitorando os usuários a todo momento.

O projeto de lei tem circulado em Brasília por mais de uma década, e a pressão da opinião pública já o derrotou antes. Em 2009, uma consulta pública sobre o “Marco Civil da Internet” barrou o andamento do projeto. Mas alguns meses atrás, o deputado Azeredo tentou apressar a aprovação no Congresso, usando os ataques de crackers aos sites do governo como desculpa. Um novo Congresso e uma maior conscientização sobre as amplas implicações do projeto de lei significam que nossas vozes poderão fazer a diferença. Envie agora mesmo uma mensagem às lideranças na Câmara:
http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl

Infelizmente, o PL Azeredo não é a única lei desse tipo. Em todo o mundo, na Índia, Turquia, Estados Unidos e outros países, a liberdade da internet está sob ataque promovido por iniciativas similares. Mas os membros da Avaaz nesses países estão se mobilizando. Vamos fazer a nossa parte neste movimento popular global em defesa da web barrando o PL Azeredo.

Com esperança,

Emma, David, Ricken, Maria Paz, Giulia, Rewan e a equipe da Avaaz

FONTES:

Petição do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, instituição parceira da Avaaz:
http://www.idec.org.br/campanhas/facadiferenca.aspx?idc=24

Liberdade de internautas no Brasil pode estar com os dias contados (Portal Imprensa):http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/43707/liberdade+de+internautas+no+brasil+pode+estar+com+os+dias+contados/

Entenda o que é o marco civil da internet (UOL):
http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/06/09/entenda-o-que-e-o-marco-civil-da-internet.jhtm

'AI-5 digital' volta a circular no Congresso (Rede Brasil Atual):http://www.redebrasilatual.com.br/temas/tecnologia/2011/06/ai-5-digital-volta-a-circular-pelo-congresso