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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Ecologia
Desmatamento aumenta na Amazônia, Kátia Abreu diz que é mentira
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Amazônia perde 593km quadrados em março/abril |
O desmatamento na Amazônia subiu para 593 quilômetros quadrados em março e abril deste ano, na comparação com os mesmos meses do ano passado, e o Mato Grosso foi o Estado que mais contribuiu para a perda da floresta com 480,3 quilômetros quadrados de área desmatada, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O alerta sobre o avanço do desmatamento ocorre no momento em que o projeto que altera o Código Florestal aguarda para ser votado na Câmara dos Deputados. A votação do texto já foi adiada três vezes por falta de consenso entre governo, o relator, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e parlamentares.
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O desmatamento da Amazônia, floresta vital para as pretensões brasileiras de protagonismo na área ambiental e nas negociações internacionais sobre as mudanças do clima, registrou grande aceleração em abril na comparação com março, segundo os números do Inpe, indo de 115,6 quilômetros quadrados, para 477,4 quilômetros quadrados de um mês para o outro.
O ambientalista se referiu à conferência sobre mudanças climáticas na qual o Brasil apresentou um compromisso voluntário de reduzir emissões de gases causadores do efeito estufa, o que inclui reduzir o desmatamento.
Para ele, a possibilidade de aprovação do novo Código Florestal explica a alta no desmatamento. “O crescimento do desmatamento tem toda a relação (com a discussão do projeto que altera o Código Florestal). Por eliminação, é a única razão que explica o aumento do desmatamento”, disse.
Para ele, o relatório de Rebelo anistia proprietários rurais irregulares e incentiva o desmatamento ao suspender embargos a quem desmatou ilegalmente.
A reforma do texto do código pode trazer mudanças nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e na Reserva Legal, partes das propriedades que têm de ser mantidas intactas, sem a destinação para atividades econômicas.
Embora o Inpe desaconselhe comparações com os mesmos meses dos anos anteriores, por conta da diferença na cobertura de nuvens entre os períodos, para se ter uma ideia, entre março e abril do ano passado foi detectado um desmatamento de 103,5 quilômetros quadrados na Amazônia.
Ou seja, o número aferido pelo Inpe em março e abril deste ano, representa um salto de 472,9% na comparação com o ano anterior.
Em Mato Grosso, principal produtor de soja e algodão do país e que abriga o maior rebanho bovino do Brasil, o desmatamento detectado pelo sistema Deter, do Inpe, saltou de 76,4 quilômetros quadrados em março e abril do ano passado, para 477,4 quilômetros no mesmo período deste ano.
Na terça-feira, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou um alerta sobre a escalada do desmatamento em Mato Grosso em abril deste ano.
De acordo com a organização não-governamental, que usa um sistema de detecção de desmatamento diferente do usado pelo Inpe, o desmatamento no Estado somou 243 quilômetros quadrados, saltando 537 por cento na comparação com o mesmo mês de 2010.
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Após a divulgação do alerta do Imazon, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que também é a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi à tribuna do Senado e acusou o Imazon de divulgar dados inverídicos sobre o desmatamento na Amazônia.
A senadora, que está de saída do DEM rumo ao PSD, lançado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou que com a divulgação de dados não-verdadeiros, o Imazon causaria “terrorismo à população brasileira”, segundo a Agência Senado.
Correio do Brasil
Lésbicas - Denúncia
Lésbicas sofrem discriminação médica e fazem graves denúncias
Segundo a denúncia, os médicos deixaram de solicitar, durante consultas ginecológicas, o exame que pode ajudar a prevenir o câncer de colo de útero porque elas não mantêm relações sexuais com homens.
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| Mulheres lésbicas são duplamente oprimidas e exploradas |
A ONG Grupo Arco-Íris informou que constatou o problema na rede de saúde pública e privada da capital fluminense. Na pesquisa qualitativa Atendimento Ginecológico Diante de Práticas Lésbicas e Bissexuais, todas as 20 mulheres entrevistadas em 2010 relataram que depois de revelada sua orientação sexual, os médicos não pediram o exame.
-Os profissionais não reconhecem vida sexual entre duas mulheres, afirmou a coordenadora da pesquisa e uma das diretora da ONG, Marcelle Esteves. “É assustador porque só se pode fazer a prevenção do vírus de HPV – sexualmente transmissível – a partir do exame “, destacou a diretora, lembrando que mesmo sem se relacionar com homens, as lésbicas fazem sexo.
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O levantamento constatou também que entre as lésbicas, as que têm identidade mais masculinizada são menos submetidas ao preventivo que as demais. “Eles [os médicos] não pedem [o exame] e não sabem nos aconselhar sobre o risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV. É sempre a mesma coisa”, reclamou a estudante Fabiana Ormonde.
Diante do problema, o Fórum de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do Estado do Rio quer que o foco das campanhas sobre DST e aids não seja apenas os travestis e homossexuais. Para as ativistas, é preciso divulgar mais informação sobre a transmissão de DST entre mulheres que fazem sexo com mulheres e aprofundar projetos de sensibilização com as secretarias de Saúde.
Continue lendo:
O fórum também defende a distribuição de preservativos específicos para sexo entre mulheres, mas que ainda não são produzidos em escala no Brasil. “Em uma fábrica de São José de Campos (SP) desenvolvemos com dinheiro de uma fundação internacional um protótipo com base em modelos dos Estados Unidos e da Malásia. Vem sendo aprovado”, disse Marcelle.
Com a capacitação de servidores em clínicas de Saúde da Família, a Coordenadoria da Diversidade Sexual da capital fluminense disse que precisa primeiro assegurar o atendimento à população de gays, lésbicas e travestis (LGBT) nos postos de saúde. “Nesse primeiro momento, não pensamos nisso por uma questão de atribuições”, disse o coordenador do programa, Sérgio Camargo.
A Secretaria Municipal de Saúde reafirma que não existe motivo para os médicos não pedirem o preventivo às lésbicas. Gisele Israel, da Gerência do Programa de Aids, atribui o problema ao preconceito e ao desconhecimento. “Como os profissionais não passam por uma proposta de qualificação com um olhar para o diferente, os serviços se constituem sem um olhar apurado”.
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O superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, confirma que mesmo com capacitação não é fácil mudar a rotina do atendimento. “Capacitamos os gestores municipais, a questão das lésbicas está inserida nos programas de saúde da mulher, mas precisamos romper paradigmas”.
Segundo os gestores ouvidos pela Agência Brasil, a produção de preservativos para o sexo entre mulheres ainda é inviável porque o produto não tem as certificações necessárias
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Stand By Me (tradução) com outra versão
Stand By Me é o título de uma canção gravada originalmente por Ben E. King, composta por Ben E. King, Jerry Leiber e Mike Stoller. No ano de lançamento, (1960) o single ficou entre as mais tocadas nas paradas estadunidenses, voltando a ser destaque em 1975 quando o ex-beatle John Lennon regrava a canção.
Stand By Me (tradução)
Mink (Willy) DeVille – Stand By Me (From “Live at Montreux 1982″)
Quando a noite tiver chegado
E a terra estiver escura,
E a lua for a única luz que veremos,
Não, eu não terei medo. Não, eu não terei medo
Desde que você fique. Fique comigo
Refrão:
Então querida, querida,
Fique comigo. Oh, fique comigo,
Oh, fique. Fique comigo,
Fique comigo…
Se o céu que vemos lá em cima
Desabar e cair
Ou as montanhas desmoronarem no mar
Eu não chorarei, eu não chorarei
Não, eu não derramarei uma lágrima,
Desde que você fique. Fique comigo
Refrão
Quando você estiver com problemas, você contará comigo?
Oh, conte comigo
Oh, você não ficará agora?
Conte comigo
Vanessa Paradis & Willy DeVille
Publicado em Música | Com a tag willy deville |
7 de Setembro
Publicado em 7 de setembro de 2011 por Sérgio Camargos
- É muito tempo?
- Tempo de Alface ou tempo de Montanha?
Quando criança costumávamos avaliar as medidas de tempo em conformidade
com quem percebia este tempo. Assim para um pé de alface o período de 1 mês era muito tempo, mas para uma Montanha um mês era nada, menos que um piscar de olhos humanos.
Uma tarde é toda uma vida para um pernilongo, para um humano somente 1 tarde entre milhares que pode viver.
Considerando isto, ouso afirmar que para o Brasil que tem apenas 122 anos de existência,
as coisas estão caminhando bem. Ainda mais em comparação com países europeus que tem milhares de anos de história.
122 anos é pouco tempo, do ponto de vista de país. O Brasil foi invadido oficialmente
em 1500, conseguimos a libertação do domínio Português em 1822 e apartir daí
a antiga colônia tornou-se um império, e a república surgiu apenas em 1889.
Ao longo do tempo os brasileiros tem-se libertado de carrascos e usurpadores e a luta tem sido vitoriosa ao contrário do que dizem os servos e escravos mentais destes carrascos e usurpadores. Apesar de saldo positivo de vitórias a luta não acabou e deve continuar todos os dias. Luta-se da forma que cada um é capaz, o importante é lutar, por uma vida digna para nós e para todos.

P.S. E para quem disser Inconfidência Mineira: “Inconfidência” é o caralh…. não foi relizada nenhuma inconfidência, pois esta palavra significa traição, os mineiros lutaram sim em 1789 para sair da escravidão portuguesa. E nunca lutar para conseguir a liberdade pode ser chamado de inconfidência ou traição.
Embora não muito adequado, mas que já tem certo uso para referir-se a este episódio, podemos dizer que houve foi uma CONJURAÇÃO, uma conspiração. Conjuração dos que viviam nas minas gerais. A Conjuração Mineira.
Publicado em Sociedade
domingo, 11 de setembro de 2011
Uma derrota americana
A queda
Janio de FreitasFolha de S. Paulo
Janio de FreitasFolha de S. Paulo
Nada na vida social, política e militar americana voltou à sua natureza depois da derrubada das torres
As celebrações e as atividades jornalísticas e políticas a propósito do 11 de Setembro não se fazem a propósito de vitória. E se não o fazem, dissociados da visão gloriosa que o Ocidente tem de si mesmo, é por não poderem fazê-lo. O acontecimento de 11 de setembro de 2001 não se completou ainda.
A concepção histórica e social, religiosa e combatente que gerou o ataque vitorioso às torres simbólicas não deu sinais, nestes dez anos seguintes, de que as respostas ocidentais a tenham reduzido à vida vegetativa. Para nem falar em extinção. Está viva, sem sinal de derrota próxima, na geografia hostil às forças norte-americanas e outras que se enredam em mortandade até hoje sem efeito além da mortandade mesma. A par de ser esse enredamento a causa, agravante senão originária, de gastos que têm uma quota alta de responsabilidade na crise do poder e da vida nacional nos Estados Unidos.
Nos dez anos recentes, nada, entre os norte-americanos, pôde desfazer-se por completo das influências decorrentes do 11 de Setembro. O poder policial agigantou-se a ponto de se tornar inconciliável com a democracia. E o medo conferiu-lhe primazia sobre os direitos gerais de cidadania, tornados alcançáveis e vitais desde que enfim abolida a discriminação racial há cerca de 50 anos.
Nada na vida social, política e militar americana voltou à sua natureza depois da derrubada das torres gêmeas. O que Barack Obama prometia era a superação dessas condições, a começar da retirada quase imediata das tropas invasoras do Iraque e do Afeganistão. Desistiu ou fracassou, não faz diferença. Nem os arremedos e promessas de retirada futura têm sequer o mínimo de crédito. A arrogância natural dos norte-americanos, fruto personalizado do seu êxito nacional sobre o planeta, continua a mesma, porém minada por sentimentos de insegurança e por interrogações até aqui insuperáveis. E, pior, sem indícios de se deixarem superar em tempos mais ou menos próximos.
As celebrações nos Estados Unidos e a abundância da rememoração jornalística do 11 de setembro de 2001 ocupam-se da dor e do pasmo de uma derrota que não teve, e não se sabe quando e se terá, o seu reverso.
A MÃO INVISÍVEL - Frei Betto
A MÃO INVISÍVEL
Desde criança tenho, como todo mundo, meus medos. Já foram maiores: medo de
ver meu pai bravo, de ser obrigado a comer jiló, de tirar zero na prova de
matemática. Medo, sob a ditadura, de me ver abordado por uma viatura policial.
Medo, sob a chuva capixaba, de que meu barraco na favela, erguido à beira de
um precipício, fosse levado pelas águas.
Hoje, coleciono outros medos. Um deles, medo da mão invisível do Mercado.
Aliás, do que é invisível só não temo Deus. Temo bactérias e extraterrestres.
As primeiras, combato com antibióticos – termo inapropriado, pois significa
“contra a vida” e, no entanto, os inoculamos para favorecê-la.
Quanto aos extraterrestres, fiquei menos temeroso ao saber que o mais longo
alcance no espaço conseguido por nossa tecnologia é atingido pelas emissões
televisivas. Com certeza, ao captá-las, os exploradores interplanetários
chegaram à conclusão de que na Terra não há vida inteligente...
Volto à mão invisível do Mercado. Onde ele a enfia? De preferência, no nosso
bolso. Em especial, no dos mais pobres. Ela é invisível porque safada, como
todo delito praticado às escondidas. Por exemplo, o Mercado pratica extorsão
no bolso dos mais pobres através dos impostos embutidos em produtos e
serviços. Tudo poderia nos custar mais barato se não fosse essa mão-boba que
se imiscui no que consumimos.
Agora que o Mercado entrou em crise – pois a bolha que inflou estourou na
cara dele – onde anda enfiando a sua mão invisível? A resposta é visível: no
bolso do governo. Nos EUA, o Mercado, nos estertores da administração Bush (de
infeliz memória), meteu a mão em US$ 830 bilhões e, agora, arranca mais US$
900 bilhões da recém empossada administração Obama. Tudo pra enfiar essa
fortuna no bolso furado do sistema financeiro.
Aliás, a mão invisível do Mercado ignora o bolso dos cidadãos. Viciada,
sempre beneficia o bolso dos ricos. É o caso do Brasil. Diante da crise (e das
próximas eleições) o governo trata de anabolizar o PAC, de modo que a mão do
Mercado possa abastecer, o quanto antes, o bolso das empreiteiras e das
empresas privadas encarregadas das obras.
Minha avó advertia: “Veja lá, menino, onde põe esta mão!” E me obrigava a
lavá-la antes de sentar à mesa. Acho que a mão do Mercado é invisível porque
jamais se lava. Ao contrário, lava dinheiro sem se lavar da sujeira que a
impregna. É o que deduzo ao ler a notícia de que, nos paraísos fiscais, a
liquidez dos grandes bancos foi assegurada, nos últimos anos, graças aos
depósitos do narcotráfico.
A mão pode ser invisível, mas suas impressões digitais não. Onde o Mercado
bota a mão fica a marca. Sobretudo quando tira a mão, deixando ao relento
milhares de desempregados, jogados na rua da inadimplência, enforcados em
dívidas astronômicas.
O Mercado é como um deus. Você crê nele, põe fé nele, venera-o, faz
sacrifícios para agradá-lo, sente-se culpado quando dá um passo em falso em
relação a ele – ainda que a culpa seja dele, como no caso da compra de ações
que ele lhe vendeu prometendo fortunas e, agora, elas valem uma ninharia.
Como um deus, só se pode conhecê-lo por seus efeitos: a Bolsa, o salário, a
hipoteca, o crédito, a dívida etc. Ele se manifesta por meio de sua criação,
sem no entanto se deixar ver ou localizar. Ninguém sabe exatamente a cara que
tem e o lugar onde se esconde, embora seja onipresente. Até na vela vendida à
porta da igreja ele se faz presente. E mete a mão, a famosa mão invisível, a
temida mão invisível, essa mão mais execrável que a de tarados que ousam
enfiá-la sob a saia da mulher de pé no ônibus.
Nem adiante gritar: “Tira essa mão daí!” Apesar de a mão invisível manipular
descaradamente nossa qualidade de vida, privilegiando uns poucos e asfixiando
a maioria, dela ninguém se livra. Como é invisível, não se pode amputá-la. Só
resta uma saída: cortar a cabeça do Mercado. Mas isso é outra história. Hoje
falei da mão. A cabeça fica pra outro dia.
Frei Betto é escritor, autor de “A arte de semear estrelas” (Rocco), entre
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
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