...bebo desta fonte...
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sábado, 6 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Campanha pela liberdade da internet, participem!!!
Caros amigos de todo o Brasil,
A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.
O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil:
http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl
O projeto de lei do deputado Azeredo sobre a internet supostamente teria o objetivo de nos proteger contra fraudadores e hackers. Porém, como alguém que faz uma cirurgia com uma motosserra, as normas excessivamente cautelosas impostas pelo projeto de lei trariam altíssimos custos sem de fato cumprir seu objetivo. Em vez de capturar os verdadeiros criminosos, elas penalizariam todos nós. Por esse motivo, até mesmo o importante site anti-pedofilia, o SaferNet é contra o PL Azeredo.
Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas. Pior que isso, os provedores de internet que mantêm informações detalhadas sobre nosso histórico de navegação na internet passarão a ser “policiais virtuais” monitorando os usuários a todo momento.
O projeto de lei tem circulado em Brasília por mais de uma década, e a pressão da opinião pública já o derrotou antes. Em 2009, uma consulta pública sobre o “Marco Civil da Internet” barrou o andamento do projeto. Mas alguns meses atrás, o deputado Azeredo tentou apressar a aprovação no Congresso, usando os ataques de crackers aos sites do governo como desculpa. Um novo Congresso e uma maior conscientização sobre as amplas implicações do projeto de lei significam que nossas vozes poderão fazer a diferença. Envie agora mesmo uma mensagem às lideranças na Câmara:
http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl
Infelizmente, o PL Azeredo não é a única lei desse tipo. Em todo o mundo, na Índia, Turquia, Estados Unidos e outros países, a liberdade da internet está sob ataque promovido por iniciativas similares. Mas os membros da Avaaz nesses países estão se mobilizando. Vamos fazer a nossa parte neste movimento popular global em defesa da web barrando o PL Azeredo.
Com esperança,
Emma, David, Ricken, Maria Paz, Giulia, Rewan e a equipe da Avaaz
FONTES:
Petição do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, instituição parceira da Avaaz:
http://www.idec.org.br/campanhas/facadiferenca.aspx?idc=24
Liberdade de internautas no Brasil pode estar com os dias contados (Portal Imprensa):
http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/43707/liberdade+de+internautas+no+brasil+pode+estar+com+os+dias+contados/
Entenda o que é o marco civil da internet (UOL):
http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/06/09/entenda-o-que-e-o-marco-civil-da-internet.jhtm
'AI-5 digital' volta a circular no Congresso (Rede Brasil Atual):
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/tecnologia/2011/06/ai-5-digital-volta-a-circular-pelo-congresso
A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.
O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil:
http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl
O projeto de lei do deputado Azeredo sobre a internet supostamente teria o objetivo de nos proteger contra fraudadores e hackers. Porém, como alguém que faz uma cirurgia com uma motosserra, as normas excessivamente cautelosas impostas pelo projeto de lei trariam altíssimos custos sem de fato cumprir seu objetivo. Em vez de capturar os verdadeiros criminosos, elas penalizariam todos nós. Por esse motivo, até mesmo o importante site anti-pedofilia, o SaferNet é contra o PL Azeredo.
Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas. Pior que isso, os provedores de internet que mantêm informações detalhadas sobre nosso histórico de navegação na internet passarão a ser “policiais virtuais” monitorando os usuários a todo momento.
O projeto de lei tem circulado em Brasília por mais de uma década, e a pressão da opinião pública já o derrotou antes. Em 2009, uma consulta pública sobre o “Marco Civil da Internet” barrou o andamento do projeto. Mas alguns meses atrás, o deputado Azeredo tentou apressar a aprovação no Congresso, usando os ataques de crackers aos sites do governo como desculpa. Um novo Congresso e uma maior conscientização sobre as amplas implicações do projeto de lei significam que nossas vozes poderão fazer a diferença. Envie agora mesmo uma mensagem às lideranças na Câmara:
http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl
Infelizmente, o PL Azeredo não é a única lei desse tipo. Em todo o mundo, na Índia, Turquia, Estados Unidos e outros países, a liberdade da internet está sob ataque promovido por iniciativas similares. Mas os membros da Avaaz nesses países estão se mobilizando. Vamos fazer a nossa parte neste movimento popular global em defesa da web barrando o PL Azeredo.
Com esperança,
Emma, David, Ricken, Maria Paz, Giulia, Rewan e a equipe da Avaaz
FONTES:
Petição do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, instituição parceira da Avaaz:
http://www.idec.org.br/campanhas/facadiferenca.aspx?idc=24
Liberdade de internautas no Brasil pode estar com os dias contados (Portal Imprensa):
http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/43707/liberdade+de+internautas+no+brasil+pode+estar+com+os+dias+contados/
Entenda o que é o marco civil da internet (UOL):
http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/06/09/entenda-o-que-e-o-marco-civil-da-internet.jhtm
'AI-5 digital' volta a circular no Congresso (Rede Brasil Atual):
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/tecnologia/2011/06/ai-5-digital-volta-a-circular-pelo-congresso
Linda do blog meumundosensual
LINGERIEDAY 2011
Pat., linda, maravilhosa, exuberante, elegante, divína, gostosa, adorável, tesuda, deliciante, palpitante, acochegante, apaixonante mulher do blog sensualissíma
O #lingeriday é uma brincadeira que acontece no twitter e em outros sites... - Consiste em um dia específico, todos nós, homens e mulheres colocarmos uma foto de lingerie durante um dia todo em nossos avatares ou publicar a foto como um post ou sei lá... eu nunca participei, mas este ano coloquei uma foto minha no twitter para brincar e mexer com o psicológico das pessoas, principalmente dos amigos que nunca viram qualquer imagem minha mais ousada... uma brincadeira! mas tive a prova de que existe muito preconceito e hipocrisia... achei ótimo perceber isso em quem tanto escreve textos e poesias promovendo o respeito ao ser humano e dizendo não a discriminação! Li pequenas indiretas que sinceramente frustra a mais inocente das criaturas... só que sou bem resolvida no aspecto: o que as pessoas vão pensar!?! Por isso, coloquei... e assim que deu meia noite retirei, como a maioria fez. E para ficar mais público ainda, compartilho com todos vocês que me seguem, que sabem da minha paixão pelo sensual e esta foto esta bem sensual, condiz com o Blog e não agride a moral de ninguém, menos ainda, a minha.
Na praia, amados(as) vocês ficam de calças e saias longas?! Ora, então! E ano que vem, farei um #lingerieday bem preparado e especial... Pensei em tirar de cima, mas pq, se minha protuberância natural é embaixo? hahaha
Na passarela que lá vem ela... ahahhahaha
Um Beijo.
Sensualíssima Pat. às 01:11:00
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Amor à Vista - Lingua de Trapo
Pois então pra não enferrujar as linhas hoje vou fugir da minha regra e postar aqui uma música do início da década de 80 do velho e sempre bom grupo paulistano "Língua de Trapo" cuja letra me parece bastante atual e pertinente como um "recado" aos tempos que vivemos de início da "Era Dilma" com as suas naturais "idas e vindas", com os seus "avanços e recuos" e com o esse "faz que põe mas na hora tira" das orgias pela governabilidade pois antes ser um gigolô chapa branca do Governo do que uma puta de oposição !!!
Amor à Vista
Língua de Trapo
Composição: Laert Sarrumor
Oh! Baby, venho lhe dizer:
Você tem ganho pouco e a situação está cada vez mais difícil
Os tempos são de crise e você tem que se desdobrar (uou, uou)
Oh! Baby, tente entender:
Você tem que garantir nosso sustento e o de nossos filhos
Tente sair com mais encanto, com mais graça e mais brilho (uou, uou)
O desespero é geral, a fome é internacional e nos consome pouco a pouco
Enquanto você trabalha eu leio o jornal e sinto pena desse mundo louco
Nas esquinas o que mais lhe preocupa é o presente
Mas o futuro não está nada promissor
Por isso você tem que nos garantir
Você deve oferecer, ah! Você tem que insistir
Tente calar a voz que vem do seu interior
Baby você me ama e eu sei disso muito bem
E sei até que você sabe que eu te amo muito também
Mas, baby, você tem que faturar
Nunca esqueça, amor: que eu sou o seu homem, seu cafetão, seu rufião
Ah! Eu sou o seu gigolô.
Oh! Baby, procure enxergar
Nós moramos em São Paulo e aqui a oposição está no poder
Mas o colapso econômico, isso ninguém pode resolver (uou, uou)
Oh! Baby eu votei no PT
Que é que tem? Gente baixa também pode ter consciência
Eu acho até que todas vocês tem mais é que se unir pra evitar nossa falência (uou, uou)
E tem o lado social, fortalecer o movimento e até sindicalizar
Pagar INPS e ter horário certo para o trotoar
Eu sei que o amor não se vende mas essa é a mais antiga profissão
Por isso você tem que nos garantir
Você deve oferecer, ah! Você tem que insistir
Tente calar a voz que vem do seu interior
Baby você me ama e eu sei disso muito bem
E sei até que você sabe que eu te amo muito também
Mas, baby, você tem que faturar
Nunca esqueça, amor: que eu sou o seu homem, seu cafetão, seu rufião
Ah! Eu sou o seu gigolô.
Fotos de um artista brincando com a lua
Richard Jakubaszko
Fotógrafo profissional e jornalista científico, Laurent Laveder criou a série Moon Games, composta por diversas imagens que mostram pessoas interagindo com a Lua.
Capturando as cenas por um ângulo específico, o artista faz parecer que o satélite está realmente ao alcance das mãos dos homens e mulheres que, posando para as lentes do artista, brincam de jogá-lo para cima, ou pousá-lo na xícara de café.
Postado por Richard Jakubaszko
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Este é o Brasil real, visto pela imprensa Britânica
O Brasil se encontra nos últimos meses na "invejável posição de observador das loucuras do mundo desenvolvido", mas ainda enfrenta o desafio de "como administrar seu próprio sucesso", segundo afirma artigo publicado nesta quarta-feira pelo jornal econômico britânico Financial Times.
"Um esforçado mercado emergente há uma década, o Brasil é hoje uma imagem de estabilidade macroeconômica e política comparada com seu antes subjugador parceiro do Norte e as antigas potências coloniais da Europa", observa o jornal.
O texto observa que o pais é hoje credor dos Estados Unidos, tem mais de US$ 327 bilhões em reservas em moedas estrangeiras, uma economia em crescimento e o desemprego em seu nível mais baixo.
"Ainda assim, com o mundo desenvolvido mostrando tendências antes associadas com os mercados emergentes, o desafio para o Brasil é como administrar seu sucesso", diz o artigo, assinado pelo correspondente do jornal em São Paulo.
Medidas
O texto comenta que o governo brasileiro já tomou várias medidas para tentar conter o fluxo excessivo de divisas, que fortalece o real e reduz a competitividade da indústria brasileira, reduziu o Orçamento para conter o excesso de gastos públicos e também elevou por cinco vezes neste ano as taxas básicas de juros para evitar a inflação fora de controle.
Além disso, o governo também adotou medidas para conter o crédito e o crescente endividamento da classe média. O jornal observa ainda que a presidente Dilma Rousseff vem promovendo demissões no Ministério dos Transportes em resposta a denúncias de corrupção.
Apesar de isso tudo, o artigo afirma que ainda restam muitos desafios ao Brasil - "um mercado de trabalho reduzido, um sistema de educação fraco e a falta de trabalhadores capacitados estão elevando os salários enquanto a infraestrutura precária eleva os custos", relata o jornal.
O artigo diz ainda que os níveis de endividamento das famílias parecem insustentáveis e que o Brasil precisa "tomar cuidado para não enterrar sua nova classe média sob tanta dívida que quando o próximo período de retração chegar, ela volte à pobreza".
O jornal complementa a lista de problemas ao afirmar que "o custo dos negócios é proibitivo, em parte por causa dos altos impostos e custos trabalhistas" e observa que "embora os preços das commodities tenham aumentado, os volumes de exportação não aumentaram" e que o Brasil vem usando principalmente essa fonte de recursos do boom das commodities para aumentar a quantidade de importações.
"O Brasil pode se sentir orgulhoso de si mesmo com justiça. Mas precisará manter a vigilância para garantir que não semeie as sementes da próxima crise durante o presente período de prosperidade", conclui o artigo.
Desafio do Brasil é administrar o sucesso, diz 'Financial Times'
Marcadores:BBC,Financial Times
Leia mais em: O Esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Leonardo Boff
| Pecado: essa madeira cheia de nós Pecado é uma categoria da tradição judeu-cristã mediante a qual se procurou interpretar a dramaticidade da condição humana. A condição humana, em qualquer nível que a experienciemos, se constitui num drama, cheio de paradoxos. No sentido etimológico desta palavra, apresenta-se simultaneamente como sim-bólica e dia-bólica. Por um lado mostra tendências de amorização, de cooperação, de sinergia (momento simbólico; sim-bólico em grego significa o que une e congrega), por outro revela dimensões de exclusão, de ódio e de destruição (momento diabólico; em grego significa o que desune e desagrega). Ambas as dimensões convivem simultaneamente no mesmo sujeito humano. S. Paulo exprime esse paradoxo dizendo:”Não faço o bem que quero mas cometo o mal que não quero”(Aos Romanos 7, 19). Kant em l784 em sua “Idéia de uma história universal do ponto de vista cosmopolítico” bem o expressou: o ser humano é “essa madeira tão nodosa que não permite se talhar dela vigas retas” (proposição VI). Outros pensadores asseveram algo semelhante: a situação humana é como uma balança desregulada, um relógio desajustado, uma torre de Pisa inclinada, um animal coxo e encurvado. Por que somos assim? Estas questões, reais e não imaginadas, pertencem à agenda de qualquer reflexão humana em todos os tempo e em todas as culturas. Quando falamos de pecado nos referimos à interpretação que a reflexão judeu-cristã, consignada nas Escrituras do Primeiro e do Segundo Testamento, formulou de cara a esta dramática realidade. Nossa exposição quer, suscitamente, apresentar as três principais metamorfoses que a idéia de pecado conheceu ao largo do tempo: o pecado numa mentalidade sacralizada, o pecado numa mentalidade secular e o pecado na perspectiva da cosmologia contemporânea. 1. Pecado como ruptura de uma aliança de amor. A singularidade da concepção judeu-cristã reside no fato de haver trabalhado o drama humano à luz da experiência espiritual e religiosa. Essa experiência é antropológica pois o espiritual e religioso não são monopólio das religiões e das tradições espirituais, nem é expressão da falsa consciência e da patologia humana no afã de buscar segurança. Antes constitui uma dimensão do profundo humano, da subjetividade abissal e daquela capacidade de colocar questões radicais acerca do sentido da vida, da origem do universo, da nossa função no conjunto dos seres e de nossa esperança para além da vida. Espírito é aquele momento da consciência em que o ser humano se sente parte e parcela do todo, se revela capaz de ouvir a mensagem que vem da grandeur do universo, apto a identificar ordens e sentidos nos processos naturais e históricos e aberto a captar valores que transcendem o horizonte de seus interesses imediatos. Principalmente ele pode dialogar com a Realidade Suprema e estabelecer comunhão com ela. Todas as culturas e tradições da humanidade, desde a mais alta ancestralidade do ser humano, no estágio consciente do processo de hominização (pelo menos nos últimos cem mil anos) testemunham sua abertura espiritual e religiosa. Esses testemunhos não podem ser enganosos. Remetem a algo fundamental do ser humano. A tradição bíblica tematizou esta dimensão. Ela se inscreve dentro da atmosfera do sagrado. E é neste código que lê a história e o drama humano. Deus é uma evidência existencial. É experimentado como um ser de relações. Cuida de sua criação e do ser humano. Debruça-se sobre suas chagas. Faz aliança com ele, aliança de amizade e de amor. Faz do ser humano aliado (parte da aliança) de sua obra na criação, pois ele foi criado criador. Esse Deus é invocado como Javé que significa “o Deus que está presente em sua caminhada”, ou como Pai e Mãe de bondade e misericórdia. A aliança entre Deus e os seres humanos encontra na aliança conjugal sua melhor representação. Assim como entre os esposos vigora amor e fidelidade, da mesma forma entre Deus e os seres humanos. Pecado é a ruptura desta aliança de amor; é infidelidade do pacto de intimidade. Por isso uma das palavras mais carregadas de conturbação é a palavra hebraica Kâ-as que significa “enciumar-se”. Pela traição, Deus fica enciumado, pois o ser humano, no dizer do profeta Oséias, abandonou Deus e “correu atrás de outras amantes”(Os 2,l5; cf. Ex 20,5; Dt 5,3, Jó 24,19). Pecado, neste contexto, é uma relação negativa diante de Deus, ruptura de uma aliança de amor. Esse Deus quer nos amemos como irmãos e irmãs e que vivamos socialmente em justiça e paz. O Decálogo é chamado no Antigo Testamento de “Código da Aliança”. A aliança com Deus se estendia a uma aliança entre os seres humanos. A ruptura entre os seres humanos não configurava apenas uma injustiça, quer dizer uma falta moral e uma infração legal, mas um desrespeito para com Deus e a sua vontade. Portanto, era um pecado. Em conclusão: no âmbito de uma experiência do Divino, personalizado e interiorizado, pecado é uma categoria religiosa mediante a qual se procura entender o mal humano pessoal e social. Esse mal humano faz mal a Deus, magoa-o, rompe um laço de amizade e de amor. O ser humano afirma seu eu absolutamente. Decide construir sua própria história sem Deus e sem referência ao propósito de Deus manifestado no outro, na comunidade e na criação. Na convicção da tradição judeu-cristã tal atitude representa a grande errância do ser humano, seu verdadeiro drama. Ele demanda libertação e redenção. 2. Pecado como infidelidade ao próprio projeto. Como enteder o pecado numa cultura que coloca a experiência religiosa entre parêntesis e se define pela autonomia do ser humano, de sua razão e de seu projeto existencial? Sem referência a Deus pode-se falar ainda de pecado? É a questão da cultura da modernidade. O que podemos dizer é o seguinte: o ser humano se define como um nó de relações, um centro de criação e uma sede de decisões. Ele é habitado por uma estrutura de desejo, desejo esse que, no seu termo, é ilimitado, pois não encontra, no âmbito dos objetos de sua experiência, nada que lhe seja realmente adequado. Ele se sente um projeto infinito e tropeça apenas com seres finitos. Donde surge sua angústia que nenhum psicanalista consegue estancar. Ela é mais que psíquica; é fundamental e ontológica. Por outra parte, ele emerge como um ser ético, capaz de responsabilidade, sensível a valores que lhe permitem elaborar um projeto pessoal e coletivo de construção de relações benfazejas para si, para os outros e para o seu entorno. Neste seu afã desponta o desafio de base: há labilidde, há processos de desgarramento, traições, violências de toda ordem. Há culpa que resulta de realidades perversas que poderiam ter sido evitadas e não o foram e até foram diretamente intencionadas. Existe, inegavelmente, o mal humano. É o pecado. Que é pecado neste contexto secular? Pecado é a infidelidade ao projeto de base e aos valores com os quais o ser humano se propunha realizar-se pessoal e socialmente. Pecado é mais que um ato desviante. É uma atitude (opção fundamental) que compromete e abala um projeto pessoal e social como um todo. Eis que se planteia a questão: pode o ser humano superar sua labilidade e realizar seu projeto? Kant, em nome de tantos, afirma resignado: somos destinados ao bem mas inclinados ao mal. Assim é e assim será. Só a boa vontade representa um valor supremo. Mas ela nunca se realiza plenamente. A ética da responsabilidade e do projeto humano permanece numa abertura completa. Deixa o ser humano em seu desamparo. Analistas contemporâneos, como um conhecido psicanalista alemão, Karl Richter, que une psicanálise com política e espiritualidade com compromisso social transformador, falam do “complexo de Deus” do homem da modernidade. Ele esvaziou a idéia de Deus e conferiu a si os atributos da divindade. Ele se fez um deus, com a responsabilidade de criar, de tudo prover, de tudo ordenar e de projetar um sentido plenificador. Foi seu excesso. Cobrou demais de si. Olvidou sua limitação, sua mortalidade e que é pior, o laço que o une a todos os demais seres do universo numa rede sofisticada de interdependências. A voracidade de usar o poder para se auto-afirmar e dominar a natureza pôs em marcha um imenso processo de destruição afetando as demais culturas e o frágil equilíbrio ecológico do planeta. Ele criou o princípio de auto-destruição de si e das condições de vida do planeta. Hoje ele teme o poder do projeto da tecno-ciência, levado avante sem sabedoria e sentido de medida. É nesse contexto que se recoloca em outros termos a questão do pecado. 3. Pecado como desintegração com o todo Como consequência da nova cosmologia, quer dizer, daquela imagem do mundo que resulta das contribuições das ciências da Terra e da vida, da física quântica e da antropologia contemporânea surge um novo estado de consciência. O ser humano se sente inserido numa história que já possui l5 bilhões de anos e que conheceu quatro grandes atos: o cosmos, a vida, o homem e a humanidade. Por mais complexa que tenha sido esta história e apesar das devastações que nosso planeta conheceu, há nela uma profunda unidade. Tudo forma um sistema sofisticadíssimo de inter-retro-relações onde energias primordiais, partículas elementares, campos morfogenéticos e matéria visível e escura estruturam o todo, todos os seres e a cada um de nós. Descobrimo-nos como parte e parcela desse imenso processo. E agora estamos inaugurando o quarto patamar, o planetário. Somos uma espécie junto com outras espécies, encontrando-nos todos juntos num único lugar: o planeta Terra. Todos somos filhos e filhas da Terra. Mais ainda, como humanos, somos a própria Terra em seu momento de sentimento, de pensamento, de amor e de veneração. Conscientizamo-nos do fato de que temos a mesma origem e o mesmo destino que o planeta Terra, de que podemos ser o Satã da Terra bem como seu anjo bom, protetor. Historicamente cometemos um sacrilégio: quebramos a lei fundamental de todo o universo, a solidariedade cósmica pela qual nunca existimos sozinhos mas co-existimos e inter-existimos uns pelos outros, com os outros e para os outros. Separamo-nos da comunidade planetária, colocando-nos acima de todos os seres, ao invés de ficarmos junto com eles, na ilusão de que as coisas só tem sentido na medida em que se ordenam a nós, entregues ao nosso bel-prazer. Cometemos um pecado ecológico. Deixamos de respeitar a autonomia dos demais seres, muito mais ancestrais que nós. Ficamos surdos e mudos diante das mil mensagens que nos vêm de cada ser e do inteiro universo. Descuidamos de decifrar aquela Energia que tudo penetra e re-liga criando um cosmos e não um caos. Não auscultamos nosso interior onde Ela brilha como um sol e se manifesta como elan vital e entusiasmo por viver, lutar e criar. Hoje da desintegração buscamos uma nova integração com o Todo. Queremos identificar aquele elo perdido que tudo liga e re-liga. Desta re-ligação nasce uma nova religião cósmica ou revitaliza as religiões históricas que se estiolaram. 4. Conclusão: a força regeneradora do amor incondicional e da misericórdia. Concluimos: o pecado se mostrou como uma força de desintegração do ser humano com sua Fonte original (a experiência judeu-cristã), como força de desintegração do ser humano consigo mesmo como nó de relações e com o seu projeto de auto-realização pessoal e social (experiência da modernidade) e por fim como força de desintegração com o Todo (a experiência ecológica). Sob a palavra pecado se esconde o drama da existência humana. Ele parece trágico no sentido de aparentar uma contradição insolúvel que dilacera o coração e estraçalha a esperança humana. Entretanto as religiões e caminhos espirituais são unânimes em afirmar: o ser humano é resgatável. Ele não está condenado definitivamente à condição de pecado. Ele tem um caminho a seguir, aquele do amor incondicional: sair de si em direção ao outro na alegria desinteressada de estar com ele e de fazer comunhão com ele, sem retorno, para além de qualquer diferença, de condição social, moral e religiosa. Esse amor é regenerador e está no âmbito das possibilidades humanas. Se o cristianismo possui uma contribuição universal a dar é exatamente afirmar esta capacidade amorosa do ser humano e apresentar sob a forma de amor a Suprema Realidade. Num dos Salmos do Primeiro Testamento (103) se diz: “O Senhor como um pai, sente compaixão por seus filhos e filhas, porque ele conhece nossa natureza e nunca esquece de que somos pó. Não está sempre nos acusando, nem guarda rancor para sempre, porque é compassivo e clemente e sua misericórdia é de sempre e para sempre”. Nesta esperança podemos atravessar a noite escura dos pecados, porque há um sol que ilumina cada recanto de nossa vida e do universo e não conhece nenhum ocaso. Deus como Magna Mater recolhe todos os seus filhos e filhas ao seu útero eterno. |
Ensaio lindissimo
...mulher linda aliada a um bom fotográfo...
Sobre isso gostaria de refletir no sentido de levar avante a discussão com a eventual contribuição da filosofia, nomeadamente da ética. Gostaria de articular a reflexão ao redor do tema do cuidado, tão essencial à vida, especialmente à vida humana em seu limite extremo de doença e de morte.
Essas pequenas referências nos suscitam a questão que gostaria de rapidamente abordar no contexto das duas conferências aqui feitas: qual a compreensão do ser humano que preside nossas práticas terapêuticas? Façamos um ensaio de reflexão filosófica.
É nesse contexto que importa colocar o tema da morte. O sentido que damos a vida é o sentido que damos a morte e o sentido que damos à morte é o sentido que damos à vida. A morte pertence a vida e a vida pertence ao mistério, àquele processo misterioso de auto-organização da matéria que permite a vida eclodir, em sua imensa diversidade.
Para concluir minhas reflexões, gostaria de apresentar alguns pontos acerca das atitudes a se tomar face a doentes terminais.
Por Leonardo Boff
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