Pessoal, clip antigo, circulou via e-mail, estou postando porque o que acontece nesta putaria é uma verdadeira loucura, não sei se é mentira ou verdade, só sei que esta mulher goza prá caralho...
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Beatles - John Lennon - Yoko libera doc
Yoko libera doc
John e Yoko fizeram a primeira versão do "bed-in" durante sua lua de mel no hotel Hilton, em Amsterdã. Depois repetiram o ato de protesto não-violento em Montreal, no Canadá, quando receberam membros da imprensa além de visitas de gente como o ativista Dick Gregory, Timothy Leary, Derek Taylor, entre muitos outros. O filme pode ser encontrado no site http://imaginepeace.com/archives/15702 ou no YouTube, reproduzido abaixo.
Yoko pretendia deixar o filme disponível apenas durante o fim de semana, mas diante dos pedidos dos fãs, resolveu man tê-lo no ar até o dia 21 de agosto, para que todos tenham a oportunidade de assistir. Em comunicado reproduzido abaixo dovídeo, ela pede para que todos visitem a página, enviem para os amigos e discutam a paz entre si.
"Queridos amigos,
Em 1969, eu e John éramos ingênuos a ponto de acreditar que deitar numa cama ajudaria a mudar o mundo.
Bom, pode ter ajudado. Mas na época nós não sabíamos.
Foi bom termos filmado, de qualquer forma.
O filme é poderoso hoje.
O que dissemos na época, poderia ser dito agora.
Na verdade, algumas coisas que dissemos no filme podem encorajar e inspirar ativistas de hoje. Boa sorte para todos nós.
Vamos lebrar que A GUERRA ACABOU, se assim quisermos.
Depende de nós, de ninguém mais.
John gostaria de dizer isso.
Em 1969, eu e John éramos ingênuos a ponto de acreditar que deitar numa cama ajudaria a mudar o mundo.
Bom, pode ter ajudado. Mas na época nós não sabíamos.
Foi bom termos filmado, de qualquer forma.
O filme é poderoso hoje.
O que dissemos na época, poderia ser dito agora.
Na verdade, algumas coisas que dissemos no filme podem encorajar e inspirar ativistas de hoje. Boa sorte para todos nós.
Vamos lebrar que A GUERRA ACABOU, se assim quisermos.
Depende de nós, de ninguém mais.
John gostaria de dizer isso.
Yoko Ono"
Feministas Ucranianas fazem topless em protesto
Feministas fazem topless sobre camburão por mais justiça na Ucrânia
Grupo diz que Justiça ucraniana só tem dado atenção a caso de ex-premiê.
Polícia interveio e as levou presas no próprio veículo palco do protesto.
Manifestantes do grupo feminista ucraniano Femen fizeram uma manifestação com os seios à mostra nesta terça-feira (16) em Kiev. Durante o ato, as duas mulheres subiram sobre um pequeno caminhão da polícia usado para o transporte de detentos. Elas queriam chamar a atenção pública para o fato de que, na opinião do grupo, há muitos criminosos no país que precisam enfrentar a Justiça, enquanto as autoridades ucranianas só têm dado atenção ao caso da líder oposicionista Yulia Tymoshenko, de acordo com as organizadoras do protesto. (Foto: Gleb Garanich/Reuters)
Tymoshenko foi presa sob acusação de abuso de poder. Os policiais detiveram as ativistas e as levaram à delegacia dentro do próprio caminhão que foi palco do protesto. (Foto: Genya Savilov/AFP)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Menos hipocrisia para lidar com drogas, vícios e usuários: em busca do Brasil maduro
É primária a ideia de que o craqueiro pode decidir em sã consciência o melhor caminho para a sua vida
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| Drauzio trabalha com dependentes há mais de 20 anos |
O uso de droga ilícita é como a moda: vem e passa. Em 1989, comecei um trabalho voluntário em presídios, que dura até hoje. No Carandiru, naquela época, a moda era injetar cocaína na veia. Os presos vinham pele e osso, com os olhos ictéricos e os braços marcados pelas agulhas e os abscessos causados por elas.
Naquele ano, colhemos amostras de sangue dos 1.492 detentos registrados no programa de visitas íntimas: 17,3% dos homens eram HIV-positivos e 60% estavam infectados pelo vírus da hepatite C.
A partir desses dados começamos um trabalho de prevenção que constava de palestras e vídeos educativos. Lembro que o diretor-geral tentou me convencer da inutilidade da iniciativa: “O senhor está sendo ingênuo. Quem injeta cocaína na veia é irrecuperável, não tem mais nada a perder”.
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Estava errado, o resultado foi surpreendente: em 1992, a cocaína injetável foi varrida do mapa, fenômeno que se espalhou pelos outros presídios e pelos becos da periferia de São Paulo. A moda do baque na veia tinha chegado ao fim.
Não havia motivo para comemoração, no entanto: naquele ano, o crack invadiu o Carandiru. Para entender o que se passou é preciso conhecer um pouco da farmacologia da cocaína.
Quando inalada sob a forma de pó, a cocaína é absorvida através da mucosa nasal, penetra os vasos sanguíneos superficiais, cai na circulação e atinge o cérebro. O processo é relativamente lento, a euforia aumenta gradativamente, atinge o pico e diminui até desaparecer.
Injetada na veia, vai direto para o coração, depois para os pulmões, e volta para o coração, de onde será bombeada para o cérebro. O efeito é muito mais rápido e passageiro. A sensação é de um baque de prazer, daí o nome “baque na veia”, experiência muito mais intensa que a obtida por inalação.
Fumada na forma de crack, a droga chega ao cérebro mais depressa do que ao ser injetada na veia, porque não perde tempo na circulação venosa, cai direto no pulmão. Do cachimbo ao cérebro, leva de seis a dez segundos. O efeito é semelhante ao baque da injeção intravenosa, porém, ainda mais rápido e fugaz.
O crack substituiu o baque e se disseminou pela cadeia feito água morro abaixo. Quando um preso negava ser usuário, eu partia do princípio de que mentia. Devo ter cometido pouquíssimas injustiças.
Na segunda metade dos anos 1990, uma das facções que dominavam os presídios se sobrepôs às demais. Seus líderes rapidamente perceberam que os craqueiros criavam obstáculos para a ordem econômica que pretendiam implantar. A solução foi proibir o crack.- A lei é clara: fumou na cadeia, apanha de pau; vendeu, morre.
Ao chegar, o egresso da cracolândia dorme dois ou três dias consecutivos; só acorda para as refeições. Depois desse período, passa alguns dias um pouco agitado, mas aprende a viver sem crack.
A cocaína não é tão aditiva como muitos pensam, se o usuário não tiver acesso a ela ou aos locais onde a consumia ou até entrar em contato com companheiros sob o efeito dela, nada acontece. Ao contrário, a simples visão da droga faz disparar o coração, provoca cólicas intestinais, náuseas e desespero.
Quebrar essa sequência perversa de eventos neuroquímicos não é tão difícil: basta manter o usuário longe do crack.
Vale a pena chegar perto de uma cracolândia para entender como é primária a ideia de que o craqueiro pode decidir em sã consciência o melhor caminho para a sua vida. Com o crack ao alcance da mão, ele é um farrapo automatizado que não tem outro desejo senão conseguir a próxima pedra para o cachimbo.
Veja a hipocrisia: não podemos interná-lo contra a vontade, mas podemos mandá-lo para a cadeia assim que roubar o primeiro celular.
Não seria mais lógico construir clínicas pelo País inteiro com pessoal treinado para lidar com os dependentes? Não sairia mais em conta do que arcar com os custos materiais e sociais da epidemia?
É claro que não sou ingênuo a ponto de imaginar que ao sair desses centros de recuperação o ex-usuário se transformaria em cidadão exemplar. Mas ao menos haveria uma chance. Se continuas-se na sarjeta, que oportunidade teria?
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E se, ao ter alta da clínica, recebesse acompanhamento ambulatorial, apoio psicológico e oferta de um trabalho decente desde que se mantivesse de cara limpa documentada por exames periódicos rigorosos, não aumentaria a probabilidade de ficar curado?
Países como a Suíça, que permitiam o uso livre de drogas em espaços públicos, abandonaram a prática ao perceber que a mortalidade aumenta. Nós convivemos com as cracolândias sem poder internar seus habitantes para tratá-los, mas exigimos que a polícia os prenda quando se comportam mal. Existe estratégia mais estúpida?
Na penitenciária feminina, onde eu trabalho hoje, atendo muitas ex-usuárias de crack. Quando lhes pergunto se são a favor da internação compulsória dos dependentes da cracolândia, todas respondem que sim. Nunca encontrei uma que sugerisse o contrário.
Dr. Drauzio Varella, CartaCapital
domingo, 14 de agosto de 2011
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