terça-feira, 8 de novembro de 2011

Amor e seu tempo - Carlos Drummond de Andrade



~
não é nenhum desrespeito ao poeta, todos sabemos que ele gostava de uma gostosa, é só uma pequena homenagem a este gde poeta.


Apreciem sem moderação

arrepiada...

balet clássico...

equilibrio... 

guerreira...

só mais um pouquinho...

uma pausa...

neste galho tem...

um olhar...

ensaboada prá...

Um bom poema leva anos

Paulo Leminski
Um bom poema leva anos,
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade,
eu e você,
caminhando junto.

MPB Files: Marku Ribas - Underground (1973)


 



Marku Ribas (Marco Antonio Ribas), 19/05/1947 - Pirapora, MG.
O único brasileiro a gravar com os Rolling Stones!”

“Sua múltipla e rica música é uma mistura de variados ritmos brasileiros com elementos afros do Caribe, balanço black, jazz, entre tantas outras tendências que ele ouve e ouvia em casa, influenciado pelo pai, um médico apaixonado pelas artes, e pela mãe, criadora de brincadeiras lúdicas.” (A Musica que vem de Minas)
"His diverse and rich music is a mixture of various Brazilian rhythms with elements of Afro Caribbean, black swing, jazz, among many other trends that he heard and listened to at home, influenced by his father, a doctor in love for the arts, and mother, creative play of games. " (A Musica que vem de Minas)

«Sa riche et diversifié de musique est un mélange de différents rythmes brésiliens avec des éléments de afro-caribéenne, swing noir, le jazz, parmi beaucoup d'autres tendances qu'il a entendu et écouté à la maison, influencé par son père, un médecin dans l'amour pour les arts, et la mère, jeu créatif de jeux. "(A Musica que vem de Minas)

Marku Ribas em seu primeiro trabalho solo e 90% autoral, Arranjos e regências - Erlon Chaves Supervisão Musical - Leo Peracchi
FAIXAS/TRACKS



01 - Zamba Ben (Marku Ribas)
02 - 5,30 schoelcher (Marku Ribas)
03 - O adeus, segundo Maria (Marku Ribas)
04 - N´biri N´biri (Folclore Angolano. Adapt: Marku Ribas)
05 - Porto Seguro (Marku Ribas)
06 - Pacutiguibê iaô (Marku Ribas)
07 - Madinina (Marku Ribas)
08 - Tira teima (Marku Ribas)
09 - Matinic moins (Marku Ribas)
10 - Orange lady (Marku Ribas)

Download:
Marku Ribas- Underground (1973)

George Carlin








Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

The Dandy Warhols faz um som da pesada.


Best Of The Capitol Years 1995-2007





List

Boys Better
Every Day Should Be A Holiday
Not If You Were The Last Junki
Good Morning
Godless
Get Off
Bohemian Like You
We Used To Be Friends
Scientist (Are Sound Version)
The Last High
Plan A (Are Sound Version)
Holding Me Up
All The Money Or The Simple Li
Smoke It
This Is The Tide (Bonus Track)

Postado no feijaotropeiro.blogspot.com


Mulheres núas elegantes











 O complexo do beija-mão


 

O colunista da Folha Sergio Malbergier sugeriu que a presidenta Dilma estaria substituindo o “complexo de vira-lata” pelo de “poodle”, ao fazer exigências à União Européia na cúpula do G-20. Na verdade, a crítica do jornalista é um perfeito exemplar de outro complexo tipicamente brasileiro, o "do beija-mão", ideologicamente de direita e que assola a vida nacional desde os tempos coloniais.

Berlim - Muito se tem falado recentemente sobre o “complexo de vira-lata”, metáfora do sentimento brasileiro criada por Nelson Rodrigues, para se referir à política externa brasileira. Hoje, de maneira deselegante, o colunista da Folha Sergio Malbergier sugeriu que a presidenta Dilma Rousseff poderia estar substituindo este complexo pelo de “poodle”, ao fazer exigências à União Européia perante a cúpula do G-20.

A esquerda acusa a direita de “complexo de vira-lata” por esta querer que o Brasil se diminua perante as potências ocidentais. A direita acusa a esquerda do mesmo, e o governo brasileiro, por achar que ambos defendem um “terceiro-mundismo mofado”. Para mim, a razão nestas acusações fica com a esquerda, não com a direita, pelo fato de que, entre ambos os argumentos, coloca-se um outro complexo, que assola a direita em matéria de política externa, que é o "complexo do beija-mão".

O complexo do beija-mão é algo que assola a vida brasileira desde os tempos coloniais, e que consiste em pensar que o que se consegue na vida não se deve aos próprios méritos, mas sim ao favor dos poderosos. É um capítulo interessante da ideologia do favor, que tanto governou e nos governa ainda.

Para esse complexo, é um absurdo o Brasil se mostrar ostensivamente independente das potências ocidentais, a ponto de criticar algumas delas em público, como no caso do G-20, em que a presidenta Dilma vai cobrar medidas mais duradouras e anti-recessivas da bancada européia. É também absurdo o Brasil não se alinhar costumeiramente aos Estados Unidos. Por quê? Porque assim perderemos o beneplácito dos poderosos, e não teremos as vantagens comerciais que poderíamos ter. Como se o mundo comercial de hoje fosse regido por esses favores do beija cá dá lá.

Mas não só isso. Devemos adular também os pequenos emergentes. Para esse complexo, o Brasil errou redondamente ao não se alinhar ao neogoverno da Líbia, porque agora, nas prebendas que serão distribuídas como botim depois do bárbaro linchamento de Gadafi (que deveria ter sido julgado em Haia), não teremos parte alguma. Como se as potências bombardeiras deixassem algum espaço espontâneo para quem beijasse as mãos suas ou de seus apaniguados. A diplomacia brasileira – e nisso acerta – aposta em outra coisa, na multilateralidade de sua abordagem da cena internacional, tanto do ponto de vista comercial como do político.

Porque assim é o mundo contemporâneo: multilateral, não mais bi nem unipolar. É claro que existem considerações de natureza ética na política internacional. Apoiar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre uma “no-fly zone” na Líbia que vai servir na verdade para bombardear um dos lados da questão em detrimento de outro, inclusive para matar o líder desse lado em questão, não é ético. Além disso, não é pragmático: o Brasil perderia o perfil que vem laboriosamente construindo num mundo multi-lateral que inclui, além do Ocidente em crise monetária, fiscal, econômica e política, os BRICS, o G-20, a América Latina, a África subsaariana, o Oriente Médio, para dizer o mínimo e o máximo.

Tudo isso remonta a dizer que o mundo íntimo da nossa direita é completamente anacrônico. Ele não consegue visualizar a estatura que o Brasil atingiu na cena internacional. Também não consegue visualizar a própria cena internacional, que é bem mais complexa do que um jogo de mocinho e bandido ou de gato e rato.

Uma última observação. Toda a ironia tem dois gumes, a gente sabe. É bom lembrar que na época em que Nelson Rodrigues criou a metáfora do “complexo de vira-lata” o modelo ideal de cachorro era o pastor alemão, de triste memória (o modelo ideal, não o cachorro que, deixado a seu instinto, é de índole boa e pacífica).

sábado, 5 de novembro de 2011

Bárbara Paz






muito linda esta mulhes...

Pessoal, vale a pena dar uma olhada e escolher um ou mais artigos para ler e refletir. É necessário construir um outro mundo, melhor que este.

 
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