quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sexy

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emily hope



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Girls They Just Wanna Have Fun — 41 @ ShockBlast

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Davon in Olive Oil









Redação Conversa Afiada

Big Brothel Brasil ficará impune. Mas vai sair caro

    Publicado em 18/01/2012

Liga Tirésias, dos confins de Minas:

- Você viu esse escândalo do Big Brothel Brasil ?

- Big Brother, Tirésias, permita-me corrigir, meu caro Mestre.

- Você não entendeu: é Big Brothel Brasil mesmo !, respondeu com ênfase.

- Ah …

- E você viu aquele parvo daquele sujeito que escreve no espaço do Clovis Rossi, na Folha ?

- Que espaço, Tirésias ?

- Na página dois da Folha, aquela dos editoriais …

- E você não sabe onde começa um e acaba outro …

- Exatamente.

- Mas o que tem o Clovis Rossi ?

- Nao, não é o Rossi

- É um que pensa que substitui o Rossi.

- O que tem ele ?

- Discutiu a legislação sobre o estupro e a Vida Contemporânea …

- Ah, é como discutir a eficácia do edredon na consumação do estupro…

- Sim, meu filho, mais ou menos isso. Mas, não é isso o que me interessa.

- O que é que interessa ao Mestre ?

- Meu filho, isso não vai dar em nada.

- Por que Tirésias ?

- Porque as autoridades constituidas não se constituem quando se trata da Globo.

- A Globo manda no pedaço, diria o Mino Carta.

- Exatamente. A Globo vai reduzir um pouco o índice de brothelização daquela patifaria, os anunciantes vão ficar felizes da vida e a paz se imporá.

- E fica tudo por isso mesmo, Profeta ?

- Não. Isso vai custar caro.

- Quanto ?

- Todo mundo entende de Big Brothel, de edredon, de penetração … essas coisas.

- Sim, claro, todo mundo entende. Tanto é que a audiência do Big … Brothel … é isso ? a audiência subiu.

- Por isso mesmo: porque todo mundo sabe do que se trata.

- E daí, Mestre ?


- É por isso que vai sair caro. Todo mundo vai entender quando você falar de Ley de Medios.

- Por que ?

- Basta você dizer que é para tirar o edredon do Big Brothel Brasil.

Pano rápido.


Paulo Henrique Amorim


Em tempo: o Bessinha enviou o seguinte comentário:

PHA, tudo bem ???


Me desculpe, mas só acredito na veracidade desse estupro, depois de ouvir o velho Brizola….


abraço.


Bessinha


Belíssima mulher

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aceitas um vinho...

Comida Mineira

Pessoal, minas é tudo de bom, a comida e também as mulheres...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MADONNA - MASTURBATING

Madonna Masturbating Naked in Body of Evidence

Sexual

linda buceta...

Paulo Leminski - imagens Madonna

 

 

SE (Paulo Leminski)

se
nem
for
terra
se
trans
for
mar
 

 

 

[na minha a tua ferida] (Paulo Leminski)

 

          essa a vida que eu quero,
querida
          encostar na minha
a tua ferida

 

        tudo claro
ainda não era o dia
           era apenas o raio

Poesia: 1970 (Paulo Leminski)

      Tudo o que eu faço
alguém em mim que eu desprezo
      sempre acha o máximo.

      Mal rabisco,
não dá mais para mudar nada.
      Já é um clássico.
 


 maldição de pensar
 
"A maldição de pensar fez suas vítimas: em minha geração, vi muitos poetas se transformarem em críticos, teóricos, professores de literatura"

Leminski falando sobre a Linguagem

 


[tudo claro] (Paulo Leminski)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Belas




Estupidez é a soma da burrice com a desumanidade

 


As cenas da expulsão, ao raiar do domingo, de seis mil pessoas da comunidade do Pinheirinnho, em São José dos Campos, são uma vergonha para este país.
Um vergonha, sobretudo, para o Judiciário que, como qualquer poder, está tão obrigado a cumprir a lei quanto a respeitar a diginidade de vidas humanas.
Não é possível que magistrados que reagem com tanto zelo em relação a si mesmos, inclusive na percepção de auxílio-moradia, não zelem por uma solução adequada à moradia – a única que têm – milhares de famílias pobres.
Havia, até ontem, uma contradição entre decisões da esfera estadual e federal, como registram os jornais. Era razoável esperar por uma decisão antes de uma medida de força, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a emitir ordem de enfrentamento à decisão da Justiça Federal que vigia, durante o dia,  para repelir “qualquer óbice que venha a surgir no curso da execução, inclusive a oposição de corporação policial federal”.
Com o devido respeito, é impensável que se possa dar uma ordem para que a Polícia Militar, garantidora da decisão estadual, enfrente a Polícia Federal, a quem competiria garantir a decisão de um desembargador federal.
Depois, a decisão do STJ, que revogou aquela decisão, só foi tomada à noite, depois de toda a operação. E se a decisão tivesse sido outra, o que justificaria aquela ação? Para a imobiliária, nenhum prejjuízo teria havido em esperar algumas horas ou dias.
Depois, tratava-se de uma situação de uma ocupação de longa data, oito anos, o que não é o mesmo que terem invadido ontem e terem montado barracas de lona. Havia ali casas, muitas de padrão bem aceitável, que consumiram muito do pouco que ganha aquela pobre gente e, sob qualquer ponto de vista, é um bem e merece alguma tutela.
Estava sendo buscada uma solução pelo Governo Federal. Não é possível que a massa falida da imobiliária do Sr. Naji Nahas não pudesse ser levada a negociar. Desapropiração, compra, permuta de terreno, havia uma série de possibilidades a serem tentadas antes de atirar à rua tanta gente.
Miguel Seabra Fagundes, a quem ninguém pode negar a honrade ter sido um dos maiores juristas deste país, na sua curta passagem pelo Ministério da Justiça, ajudou a impedir a remoção dos humildes moradores do Morro do Borel, na Tijuca, igualmente decretada por um juiz. E Seabra era um homem tão apegado a regras que demitiu-se por ter Carlos Lacerda invadido uma reunião ministerial para dar ordem a Café Filho.
Se o Poder Judiciário demonstrou um açodamento que não estamos acostumado a ver em suas ações, da mesma forma o Governo do Estado também não demonstrou prudência, porque mobilizar, num domingo de manhã, uma tropa de dois mil homens é, em qualquer corporação militar do mundo, uma proeza admirável.
Ninguém, em sã consciência, pode imaginar uma mobilização deste vulto sem a participação do comando da corporação e do próprio Governador do Estado. A força pública não é para ser usada sem medidas, nem de humanidade, nem de custo para a população. Muito menos seus homens devem ser brutalizados como estão sendo, quando passam a apontar espingardas para viciados na rua e moradores desesperados.
Ninguém está advogando o não-cumprimento de decisões judiciais, mas a forma e a velocidade que, em si, representam uma afronta ao principio da razoabilidade que estas devem ter.
Se a uma empresa falida, como a imobiliária de Naji Nahas, se concedem prazos e condições para que pague com seu patrimônio, as dívidas que não honrou, porque não se dar o mesmo direito às pessoas?
Ali estão 1.600 casas, 1.600 ex-lares, expostos ao saque, à depredação, e, amanhã, à demolição. Não são apenas partes de vidas, são riquezas construídas com trabalho honesto, que serão destruídas. Aproveitadas, urbanizadas, aquelas casas custariam menos que o problema que sua destruição coloca diante de todos e certamente menos do que a desapropriação da área, negociada.
A estupidez é só isso mesmo, a soma da burrice com a desumanidade.
PS. A área da remoção, ainda por cima,  tem uma história conturbada, que você pode ler no Paulo Henrique Amorim.

Do Blog Tijolaço

Natália Vodianov


Monica Bellucci

a beleza italiana...

Rosie Huntington - Whiteley











a primeira e última foto é da Rosie, considerada a mulher mais sexy do mundo, avaliem...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Marilyn Moonroe







na sua época, foi considerada uma Deusa, nos padrões de beleza de hoje, tenho minhas dúvidas...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cantora Etta James morre aos 73 anos - Etta James - Sunday Kind Of Love




EsquerdopataemO Esquerdopata -
 
*Uma das maiores vozes da história do jazz e do blues, norte-americana sofria de leucemia * iG São Paulo | Morreu nesta sexta-feira (20), aos 73 anos, a cantora norte-americana Etta James. Uma das maiores vozes da história do jazz e do blues, a artista havia sido diagnosticada com leucemia no início do ano passado. Também sofria de Mal de Alzheimer, tinha problemas nos rins e, desde 2010, passou por várias internações por conta de complicações de saúde. Em dezembro, seus médicos anunciaram que seu estado era terminal. No último dia 5, havia recebido alta para morrer em casa.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012




Do blog Nossa Canção

Negão, neguinha, neguinho
Eu sou negão nem se chamava assim. O título era Macuxi, muita onda, e foi assim, com o título que a consagraria apenas entre parêntesis, que saiu no álbum gravado às pressas para dar vazão ao tremendo sucesso radiofônico . O Produtor musical Paquito conta a incrível história:
Eu sou negão não é bem uma canção, é também uma canção e peça curta falada, com um diálogo entre as duas forças do carnaval baiano: o trio elétrico, representado por seu cantor, e o bloco-afro, representado pelo negão propriamente dito, cantor do bloco, que toma a palavra e entoa o refrão poderoso:
Eu sou negão / Meu coração é a Liberdade
Disso todo mundo sabe, mas a canção nasceu em uma convenção da gravadora Sony no Hotel Quatro Rodas, em Salvador. Gerônimo ficou de apresentar um show para os executivos da gravadora, mas sentiu-se desdenhado no palco, diante da platéia indiferente, e danou a improvisar na hora, por cerca de sete minutos.
O então disc-jóquei da Rádio Itaparica, Baby Santiago, presente no local, gravou a música ali mesmo, no instante da execução, e botou pra tocar na programação da rádio. Verão de 86, a música fez sucesso instantâneo. A Itaparica, que era sétimo lugar em audiência, passou pra segundo, e Gerônimo não tinha nem disco, que contivesse a faixa, pra vender. Foi feita uma segunda gravação, mais curta, no estúdio de Silvio Ricarti, pra entrar num disco de apenas três faixas, e resto, como diz o clichê, é história.
Eu sou Negão – clip original (falta um pedaço no início, mas vale a pena ver)

 
Ouvindo Eu sou negão, percebe-se claramente que há duas músicas ali. Dentro de uma, o reggae que era a música original, surgiu uma outra coisa a partir dos improvisos de Gerônimo – uma espécie de enfrentamento entre as duas vertentes do carnaval baiano, mas mais que isso, uma discussão sobre a autenticidade de uma cultura negra e seus desdobramentos. Eu sou negão é sobretudo uma canção para ser assistida ao vivo. Eu só a vi assim uma vez, num programa de TV à época, e fiquei maravilhado quando, na mudança de ritmo da entrada do trio elétrico, Gerônimo e vários músicos começaram a pular e se empurrar no palco, pulando carnaval, teatralizando completamente a apresentação.
Eu sou negão – ao vivo (não há a teatralização, mas é uma versão mais madura, com um texto de improviso completamente diferente e interessantíssimo de Gerônimo)

 
Eu sou negão inspirou Eu sou neguinha, de Caetano, a partir de uma foto – enviada por Arto Lindsay a Caetano – que mostrava um Prince andrógino com a frase, escrita por Arto: “eu sou neguinha?”.
Eu sou neguinha? (Caetano Veloso com a Banda Cê)
Eu sou neguinha desloca e ao mesmo tempo amplia o raio de ação de Eu sou negão. Até geograficamente: se a primeira dá endereço certo (Pega a Rua Chile, desce a ladeira, tá na Praça Castro Alves, na Praça da Sé), Caetano tava em Madureira, tava na Bahia, no Beaubourg no Bronx, no Brás. A levada da gravação de estúdio de Caetano também passa ao largo de ritmos chamados baianos, e se presta a esta revisão na fase rocker atual. Para além da questão óbvia da sexualidade, a música de Prince, na época qualificada como fusion, misturava rock, funk, jazz (ele chegou a fazer sessões com Miles Davis) e era por si uma nova afirmação da cultura negra, acompanhada de um questionamento de suas verdadeiras fronteiras. Caetano sabia disso. No aniversário de Roberto Carlos aquele ano, o jornal O Globo fez uma enquete engraçadinha perguntando a vários músicos que presente dariam para o Rei. Caetano ofereceu o álbum Sign o’ the times, de Prince.
A pergunta de Caetano, que se definiria pouco tempo depois mulato na canção Branquinha, corresponde à admissão de Gerônimo no discurso da gravação ao vivo acima de não ser negão, e sim mulato, relativizando assim a tomada de posição em favor de um dos personagens de sua canção (pois o refrão, cantado pelo personagem/cantor do bloco afro, o sobrepõe ao trio elétrico decisivamente). Quem é negunha agora, quem é negão, nesta cultura miscigenada?
E então, em 2011, no álbum Recanto, só de canções de Caetano, Gal Costa gravou Neguinho.

Neguinho se encaixa numa tradição pessoal do Caetano da música-discurso civilizatório (Podres Poderes, Fora de Ordem, Vamo Comê), passando inclusive pelo seu assunto eterno retorno do ultrapasar o sinal vermelho (como também em Haiti e Neide Candolina). Neguinho é como que o lado escuro de Eu sou neguinha, com sua crítica feroz e sua melodia quase monocórdica. Mas de resto, todas as três canções são eminentemente discursivas – no caso de Eu sou Negão, quase à força… e no entanto, esta é a que acaba tendo mais variação pela interpretação falada, cheia de nuances, enquanto nas duas de Caetano, a melodia transita entre duas a três notas de cada vez. Aliás, o motivo melódico inicial das duas é muito parecido. E em todas, os refrões fortes, titulares, curtos e repetitivos contrastando com as estrofes, indo do grito de guerra à pergunta, e desta a um irônico hey, hey, que pode ser ouvido também (e mais ironicamente ainda) rei, rei.
Neguinho, partindo em sua construção da acepção de gíria da palavra, como um pronome indefinido, parte também para uma informalidade absoluta de linguagem, em frases como neguinho também se acha. Se as três canções primam pela sintaxe absolutamente coloquial, Eu sou negão e Neguinho, propositalmente, extrapolam para um universo linguístico muito popular, porém por motivos e com resultados diversos: enquanto a primeira provoca uma identificação pela teatralidade da personificação, a segunda causa um certo estranhamento, tanto pela interpretação sem nenhum entusiasmo de Gal Costa quanto pelo sóbrio arranjo eletrônico que sugere um universo bem diferente. Mas Caetano se apropria do código desta linguagem tida como inculta para traçar o retrato crítico de uma sociedade contraditória:
Neguinho vai pra Europa, States, Disney e volta cheio de si
Neguinho cata lixo no Jardim Gramacho
Mas o essencial nesta canção é exatamente o título/refrão. Caetano afirma adorar o uso da palavra neguinho em substituição à expressão todo mundo. E explicita a quem se refere no verso neguinho que eu falo é nós. É quando é feita a passagem da discussão de uma cultura para toda a sociedade, como herdeira desta cultura. Se em Eu sou neguinha Caetano se constitúi como o lugar desta mistura, no último verso parece já dar a deixa para a generalização que faria mais tarde:
E que o mesmo signo que eu tenho ler e ser
É apenas um possível ou impossível em mim em mim em mil em mil em mil
A passagem do em mim para o em mil completa a passagem da cultura negra para a cultura popular, das nações africanas para a nação brasileira, com todas as suas misturas e contradições (já tratei disso aqui recentemente, analisando Nação, de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio). Não é à toa que do samba-reggae passa-se pelo rock e chega-se à música eletrônica (mas sempre com ritmos meio híbridos, utilizados para fazer algo que de alguma forma extrapola os estilos). Gerônimo, na versão ao vivo acima, já havia avisado:
A cultura negra fez com que o mundo descobrisse o rock’n roll, o jazz, o reggae, a música popular brasileira, se não tivese o tempero da raça negra, ai de nós, o que seria de mim.
O que seria de neguinho.







Pessoal, foram garimpadas na internet por mim, cabritolunatico