sábado, 4 de maio de 2013

do blog putas resoluta - as imagens são minhas.

micro.

 colossal, começou pelo pé 42. enorrrme. e a cada peça tirada mais imensa me vinha. e eu precisava ver a buceta dela pra ter certeza que era mesmo uma mulher. nua. completamente nua vi a fêmea em cada pelo. era mulher em cada poro e até no pé de número 42, sobtudo. mais mulher que qualquer outra e mais até que a que me engana, se mente, chamada minha. é muita mulher. até pra mim que não posso, não posso porque só poderia matá-la com um beijo.

[nina rizzi] garimpado do blog putas resolutas.
 
 
líria porto

beberam na fonte entre nossas pernas
e falam mal de nós
 


enfaro

líria porto

comeu-a de a a z
e tanto se satisfez
que cuspiu no prato
:
ingrato
 
 

dureza

líria porto

os grandes lábios de dora
a bicá-los - um pica-pau
 


indução
líria porto

tira esse cheiro perfume de puta ordena-lhe o pai
e a menina - mal saída dos cueiros - decide
isso é o que vou ser nesta vida

 (e não teve dúvida)
 
 
 
 
 
 


líria porto

docinho
eu não vou chupar
a tua cana
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013


Pegada de rock, pegada de Brasil

PrestençãoPara que direção fica o Brasil? A história se repete, já se repetiu tantas vezes na música brasileira, em diversos níveis, no macro e no micro, nos grandes movimentos e nos caminhos individuais. A busca por uma música brasileira que seja cidadã do mundo passa necessariamente por ir fundo no que ela tem de mais característico. O Brasil fica para dentro, mas para ir para dentro, por óbvio (mas radicais nacionalistas esquecem com frequência) é preciso vir de fora… A fusão de influências externas de gerações que cresceram ouvindo e fazendo rock e forjaram paradigmas de como fazer música brasileira em seus trabalhos é algo recorrente, com soluções diversas. Novos Baianos, Clube da Esquina, Nordeste 70, todos deixaram influências fortes e seguidores. Flávia Muniz não faz por menos, e é seguidora de todos eles, mas à sua maneira particular.
Flávia participou e participa da banda Luiza mandou um beijo (o nome, segundo ela, é inspirado sintaticamente no Asdrubal trouxe o trombone), que sob a classificação deindie rock lançou três álbuns, teve o primeiro lançado na Inglaterra e na Espanha, participou de coletâneas internacionais de selos do Japão, Singapura, Itália e Alemanha, além de uma compilação latino-americana, entre outras coisas. E então Flávia fez um álbum solo, e descobriu o Brasil.
Minto. Conheço Flávia pessoalmente há anos, e sei perfeitamente que ela não descobriu o Brasil agora – como também que o som da Luíza mandou um beijo não é exatamente seu, mas de um grupo que ela integra. Mas seu trabalho sim, repetiu o trajeto da descoberta – ou seria mais próprio dizer que foi o Brasil que aportou em sua música. E o efeito que isto faz no ouvinte é o de um alumbramento, uma epifania, uma exploração por um terreno desconhecido.
Minto de novo, nem tão desconhecido assim. Aperfeiçoando a impressão, é a de um Brasil que finalmente tem a chance de aflorar na música da Flavia, e surge aos borbotões, transbordante, e com um vigor e um frescor que vem metade de seu próprio emergir, e outra metade – e aí voltamos ao primeiro parágrafo – do seu próprio background numa banda de rock. É aí que entra a pegada. A primeira.
As canções de Descalços sobre a terra são em sua maioria curtas. Nenhuma chega a três minutos e meio, algumas não passam de dois. Vão direto ao ponto. Introduções curtas, e às vezes nem há introdução, poucas repetições. Mas várias delas tem mudanças de andamento e/ou ritmo internas, às vezes mantendo-se dentro de um universo, como o maxixe que irrompe no meio do samba em Cocorocô, às vezes bruscas a ponto de a canção se converter numa mini-suíte, como na experimental Comment tu t’appelles? ou o compasso alterado/alternado entre ternário e quinário de Paralelamente ao Mar. Flavia cita uma profusão de influências no release do álbum, de Vinicius e Baden à Tropicália, passando por várias cantoras como Nara Leão e Marisa Monte. Cada uma destas citações tem seu sentido específico, mas o que me vinha à mente com mais frequência ao ouvir o álbum repetidas vezes eram dois nomes coletivos que ela não citou: Clube da Esquina e Novos Baianos.
O motivo é simples: ambos fizeram música brasileira tendo ouvido e tocado prazerosamente rock. Milton, Lô e seus amigos digerindo de Beatles ao rock progressivo e produzindo um repertório de toadas, canções, batuques. Moraes, Pepeu e Baby ouvindo Jimi Hendrix e Janis Joplin e caindo no samba. Alás, a voz de Flávia por vezes soa como a de Baby, não por virtuosismos ou técnica, mas justamente pela despreocupação de uma voz descolada, que procura sempre o caminho mais simples, sem nenhum constrangimento. Caminho mais simples que também está nas composições de letra imagéticas, simples – não simplórias. Flávia sabe perfeitamente onde quer ir – e aí chegamos na segunda pegada.
Todo o álbum é um mosaico de ritmos e manifestações culturais, um passeio. Flavia não defende teses nem tem nada de purista. O mote do álbum se anuncia da primeira à penúltima música (a última merece uma consideração à parte): Flavia vai cantar o Brasil onde a gente mora, vai em busca das Raízes brasileiras. Aqui cabe questionar se estes dois são o mesmo. Uma discussão complicada e cheia de desdobramentos. O que Flavia faz é uma espécie de reconhecimento, que correria o risco de soar ingênuo se não soasse tão natural. Flavia se mete num debate sobre identidade nacional e escapa dele respondendo de forma absolutamente pessoal. Sua busca não é frenética, não tem drama nem tensão, não é preocupada, não é um resgate. Seu prazer é o procurar, e ela passeia pelo tempo e espaço, por história e território. Referências diretas às heranças indígenas e africanas se espalham pelas faixas, e assim como no tempo/espaço brasileiro estas influências se misturaram, ao longo do álbum elas se amalgamam de formas diferentes em cada canção, em sambas, baiões, eventualmente um reggae…
Duas canções, particularmente, recorrem a uma solução em comum: Mãe d’água eFesta em Aruanda são pontos de umbanda, nem mais nem menos, e ouvindo-os afasta-se qualquer suspeita de que a simplicidade das composições de Flávia seja simplória. Sua escrita idiomática é perfeita, no desenho melódico e estruturação, coisa de quem entende do riscado – e do cantado. Esta solução torna-se digna de nota porque é na Umbanda que as tradições índia e negra têm talvez seu encontro mais marcante, numa religião criada aqui no Brasil onde se misturam divindades de lá, como Oxalá, e daqui, como a Iara, que se tornam todos daqui, numa outra instância. É como se Flávia buscasse um pré-brasil, um infra-brasil, remanescente e sobrevivente a 500 anos, como quando diz: Tento entender como era / antes do colonizador. Mas ao mesmo tempo basta olhar em volta para enxergar este Brasil remanescente. Por isso a música de Flávia é um fruir, ela canta o prazer das coisas em volta, este é seu reconhecimento. Ela procura as raízes brasileiras balançando na rede em Feira de Santana.
A última canção, à primeira audição, não faz sentido no todo do álbum, cantada em espanhol com uma música incidental transfigurada da ária de Carmen, de Bizet e uma brincalhona cadência de música flamenca. Mas a letra de Tengo Suerte já principia avisando: Luiza mandou um beijo, ou melhor, uma carta. É o acerto de contas de Flávia com com sua carreira pregressa. Flávia não nega o que fez para se realinhar numa brasilidade purista, ela traz junto para o Brasil e responde a Luiza: Minha voz tem um Passaredo. Ela deixa suas pegadas entre o Brasil de antes do colonizador e o Brasil onde a gente mora, um espaço vasto. O Brasil de Flávia é pessoal, mas estão todos convidados.
Brasil onde a gente mora

Mãe d’água

Descalços sobre a terra


Perigo no alto



Já pensou em “passear” pelo caminho mais arriscado do mundo? Fotos incríveis de um desfiladeiro espanhol, disputado por aventureiros do mundo todo


Por Casa e Jardim Online
Quem espera ver um caminho com mata fechada, se engana. Localizada na Espanha, a trilha mais perigosa do mundo surpreende: o percurso fica em um desfiladeiro, onde os visitantes fazem a travessia por finas vigas de metal e ripas de madeira cravadas nas paredes rochosas. Há também acessos com menos de um metro de largura e sem corrimão.

Caminho em ruinas, na Espanha, é procurado por turistas do mundo todo. Foto Reprodução

Chamado de El Caminito del Rey, o local fica na região de El Choro, norte de Málaga. A construção, concluída em 1905, foi usada para transportar materiais e trabalhadores durante a execução da hidrelétrica do rio Guadalhorce. Batizada em homenagem ao rei Afonso XIII, que cruzou o “caminito” para a inauguração da represa, hoje a trilha está em ruínas. Embora a entrada oficial esteja fechada, muitos alpinistas conseguem encontrar acessos alternativos e registrar imagens surpreendentes. Atualmente, há um projeto que prevê a revitalização do local, com a construção de museu e até iluminação especial de LED para visitação noturna.
 
Trilhas de madeira, com menos de um metro de largura. Foto Reprodução
 
Turistas se arriscam na trilha sem corrimão. Foto Reprodução
 
O desfiladeiro foi usado para transportar trabalhadores e materiais de construção. Foto Reprodução
 
El Caminito del Rey fica na região de Málaga, norte da Espanha. Foto Reprodução
 
Frágeis estruturas de ferro servem como apoio para os
alpinistas. Foto Reprodução
Projeto prevê revitalização do local, no valor de 9 milhões de
euros, com criação de museu e centros de visitantes.
Foto Reprodução

quinta-feira, 25 de abril de 2013

José Régio, nascido José Maria dos Reis Pereira e escrivinhador de vários gêneros.


 
 
José Régio, nascido José Maria dos Reis Pereira e escrivinhador de vários gêneros.

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.


Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

withoutasking:

Here we go looby loo….
Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!
mediterranean-nudes:

Photo
Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi-tragicômicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...


O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. Ênsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

all-sex-everything:

sinfulyearning:

Pleasing each other as our desires rise higher and higher.


http://all-sex-everything.tumblr.com
Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

all-sex-everything:

http://all-sex-everything.tumblr.com
Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.


Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!


Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.


Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

sexgrafia:

Compartilhe suas fotos!FollowNão tenha medo. Pergunte!
Mas o meu sonho megalomano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...

all-sex-everything:

http://all-sex-everything.tumblr.com
Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...


Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome

 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.







“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.


 Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.





 Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
 
 


Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.


 
 
 






Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.



Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...”

Francisco Buarque de Holanda