O amor foi
uns ontens atrás
e o tempo durava
estranhamente.
A hora deitava-se
em nossos lençóis
e éramos apenas nós:
delicados e loucos,
e tudo era pouco
quando cabia tanto
dentro do coração.
O amor foi uns ontens atrás
e era paz e era uma dor
tão absoluta e adorável
de sentir porque
ser feliz também dói,
porque não conseguíamos
dizer todas as palavras
que amanheciam
em nossas bocas
cheias de futuro.
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