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domingo, 18 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
William Butler Yeats
"Venha, Oh criança humana
Para as águas e para a selva
Com uma fada, de mão dada
Pois o mundo está mais cheio de mágoa
Do que você pode entender..."
"Onde submerge a cordilheira rochosa
De cães farejadores bravos no lago
Lá existe uma ilha arborizada
Onde garças agitadas despertam
Os castores sonolentos
Lá nós escondemos nossos vasos feéricos
Cheios de Bagas
E das mais vermelhas cerejas roubadas
Venha, Oh criança humana
Para as águas e para a selva
Com uma fada, de mão dada
Pois o mundo está mais cheio de mágoa
Do que você pode entender.
Onde os raios de da luz brilham
As areias cinzas e tênues com luz
Sem dúvida não tinham gravetos
Nós pisoteamos-nos por toda noite
Interpretando danças antigas
Cruzando mãos e cruzando olhares
Até a lua levantar seu voo
Para lá e para cá nós saltamos
E perseguimos as bolhas de espuma
Enquanto o mundo está mais cheio de problemas
E está ansioso em seu sono.
Onde a água corrente jorra
Das montanhas sobre os vales
Em poças entre os juncos
Cuja escassez poderia banhar uma estrela
Nós procuramos por trutas dorminhocas
E sussurrando em seus ouvidos
Demo-nas sonhos inquietos
Inclinando-se suavemente para fora
Das samambaias que despejam suas lágrimas
Sobre os riachos jovens
Assim, conosco ele está indo
O olhar solene
Ele não ouvirá mais o ruído
Dos novilhos no penhasco quente
Ou da chaleira no fogão
Cantemos paz no seu peito
Ou vejamos os camundongos marrons
Ao redor da caixa de trigo.
Pois ele vem, a criança humana
Para as águas e para a selva
Com uma fada, de mãos dadas
Pois o mundo está mais cheio de mágoa
Do que você pode entender."
Por William Butler Yeats
Para as águas e para a selva
Com uma fada, de mão dada
Pois o mundo está mais cheio de mágoa
Do que você pode entender..."
"Onde submerge a cordilheira rochosa
De cães farejadores bravos no lago
Lá existe uma ilha arborizada
Onde garças agitadas despertam
Os castores sonolentos
Lá nós escondemos nossos vasos feéricos
Cheios de Bagas
E das mais vermelhas cerejas roubadas
Venha, Oh criança humana
Para as águas e para a selva
Com uma fada, de mão dada
Pois o mundo está mais cheio de mágoa
Do que você pode entender.
Onde os raios de da luz brilham
As areias cinzas e tênues com luz
Sem dúvida não tinham gravetos
Nós pisoteamos-nos por toda noite
Interpretando danças antigas
Cruzando mãos e cruzando olhares
Até a lua levantar seu voo
Para lá e para cá nós saltamos
E perseguimos as bolhas de espuma
Enquanto o mundo está mais cheio de problemas
E está ansioso em seu sono.
Onde a água corrente jorra
Das montanhas sobre os vales
Em poças entre os juncos
Cuja escassez poderia banhar uma estrela
Nós procuramos por trutas dorminhocas
E sussurrando em seus ouvidos
Demo-nas sonhos inquietos
Inclinando-se suavemente para fora
Das samambaias que despejam suas lágrimas
Sobre os riachos jovens
Assim, conosco ele está indo
O olhar solene
Ele não ouvirá mais o ruído
Dos novilhos no penhasco quente
Ou da chaleira no fogão
Cantemos paz no seu peito
Ou vejamos os camundongos marrons
Ao redor da caixa de trigo.
Pois ele vem, a criança humana
Para as águas e para a selva
Com uma fada, de mãos dadas
Pois o mundo está mais cheio de mágoa
Do que você pode entender."
Por William Butler Yeats
quarta-feira, 10 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Teus seios são artes que me inspiram a escrever. Com ou sem rimas versos molhados com o gozo. Assim vou me perdendo nas curvas de seu corpo. Encontrando-me todos os dias pelo amanhecer. Poeta Francis Perot
O que sonho noite e dia,
E à alma traz-me poesia
E me torna a vida bela...
O que num brando roçar
Faz meu peito se agitar,
É o teu seio, donzela!
Oh! quem pintara o cetim
Desses limões de marfim,
Os leves cerúleos veios
Na brancura deslumbrante
E o tremido de teus seios?
Quando os vejo... de paixão
Sinto pruridos na mão
De os apalpar e conter...
Sorriste do meu desejo?
Loucura! bastava um beijo
Para neles se morrer!
Dizer... só seus
seios também dar vida..
no amamentar um
ser..
Seios redondos e quentes,
Seios desnudos, frementes,
Colos de amor, exigentes.
Seios luxúria, vibrantes,
Seios gulosos, de amantes,
Dons de paixões escaldantes.
Seios crescidos, maduros,
Seios pujantes, seguros,
Seios pequenos, discretos,
Seios rebeldes, erectos,
Feitos desejos secretos.
Seios redondos e quentes,
Seios desnudos, frementes,
Colos d'amor, exigentes.
Seios luxúria, vibrantes,
Seios gulosos, de amantes,
Dons de paixões escaldantes.
Seios crescidos, maduros,
Seios pujantes, seguros,
Sons de silêncios impuros.
Seios enormes, caídos,
Seios vazios erguidos,
Resto de tempos vividos
Teus seios... quando os sinto, quando os beijo
na ânsia febril de amante incontestado,
- são pólos recebendo o meu desejo,
nos momentos sublimes de pecado...
E às manhãs... quando acaso, entre lençóis
das roupagens do leito, saltam nus,
- lembram, não sei, dois lindos girassóis
fugindo à sombra e procurando a luz!...
Florações róseas de uma carne em flor
que se ostenta a tremer em dois botões
- na primavera ardente de um amor
que vive para as nossas sensações...
Túmidos... cheios... palpitantes, como
dois bagos do teu corpo de sereia,
- tem um rubro botão em cada pomo
como duas cerejas sobre a areia...
Quando os tenho nas mãos... Quantas delícias!...
Arrepiam-se, trêmulos , sensuais,
e ao contato nervoso das carícias
tocam-me o peito como dois punhais!...
Meu lúbrico prazer sempre consolo
na carne destas ondas revoltadas,
- que são como taças emborcadas
no moreno inebriante do teu colo...
Teus seios... são as fontes onde os loucos,
saciar a sede, tentam, da paixão,
- sede que mata e que sufoca aos poucos...
Teus seios!... Nada existe que os encarne!...
- São divinos pecados da Criação,
são dois poemas de amor feitos de carne!...
São vários poemas de autores diferentes. Cabritolunatico
Blog do Corgosinho: Os drones estão entre nós
Blog do Corgosinho: Os drones estão entre nós: Drone fez imagens aéreas dos protestos em São Paulo A Folha de São Paulo está com um brinquedinho novo. Trata-se de um “drone” jorn...
terça-feira, 2 de julho de 2013
Carta da médica Juliana Mynssen citada por Gaspari em sua coluna é desabafo feito a partir de uma inverdade
Em sua coluna de hoje, publicada em vários jornais pelo
país, o jornalista Elio Gaspari indica a leitura do desabafo de uma médica,
Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso.
Já o havia lido nas redes sociais.
Muitos que não o conhecem vão tratar de conhecê-lo hoje, como o fez o blogueiro
Josias de Souza, que o publicou na íntegra em seu blog.
É desabafo sincero de
uma cirurgiã-geral, que vive as dificuldades do dia-a-dia dos hospitais de
países em desenvolvimento. (Não só dos países em desenvolvimento. Nos EUA, paciente entrou em coma num hospital e foi acordar em
outro na Polônia).
No texto, ela fala das dificuldades materiais da
rede, mas tanto acredita no trabalho desenvolvido que se trata e a familiares
por lá.
E tudo continuaria assim se dois acontecimentos não a levassem a
escrever o texto:
O primeiro, nas palavras dela:
Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.
Nada que não tenha empolgado a todos nós (não subscrevo o "menos populista", porque sei aonde querem chegar com ele...) que defendemos essas melhorias, e somos solidários à doutora.
Mas, aí vem o segundo acontecimento que a levou ao texto, e a inverdade que coloquei no título. Segunda a doutora, a presidenta Dilma teria dito em seu pronunciamento que iria importar médicos para melhorar a qualidade da medicina no Brasil. Isso a indignou.
Só que... a presidenta Dilma NÃO disse isso nem nada semelhante a isso em seu pronunciamento à Nação. Eis a íntegra das palavras de Dilma sobre o tema saúde naquela ocasião:
O terceiro passo é na questão da Saúde. Quero propor aos senhores e às senhoras acelerar os investimentos já contratados em hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde. Por exemplo, ampliar também a adesão dos hospitais filantrópicos ao programa que troca dívidas por mais atendimento e incentivar a ida de médicos para as cidades que mais precisam e as regiões que mais precisam. Quando não houver a disponibilidade de médicos brasileiros, contrataremos profissionais estrangeiros para trabalhar com exclusividade no Sistema Único de Saúde.
Neste último aspecto, sei que vamos enfrentar um bom debate democrático. De início, gostaria de dizer à classe médica brasileira que não se trata, nem de longe, de uma medida hostil ou desrespeitosa aos nossos profissionais. Trata-se de uma ação emergencial, localizada, tendo em vista a grande dificuldade que estamos enfrentando para encontrar médicos, em número suficiente ou com disposição para trabalhar nas áreas mais remotas do país ou nas zonas mais pobres das nossas grandes cidades.
Sempre ofereceremos primeiro aos médicos brasileiros as vagas a serem preenchidas. Só depois chamaremos médicos estrangeiros. Mas é preciso ficar claro que a saúde do cidadão deve prevalecer sobre quaisquer outros interesses. O Brasil continua sendo um dos países do mundo que menos emprega médicos estrangeiros. Por exemplo, 37% dos médicos que trabalham na Inglaterra se graduaram no exterior. Nos Estados Unidos, são 25%. Na Austrália, 22%. Aqui no Brasil, temos apenas 1,79% de médicos estrangeiros. Enquanto isso, temos hoje regiões em nosso país em que a população não tem atendimento médico. Isso não pode continuar. Sabemos mais que ninguém que não vamos melhorar a saúde pública apenas com a contratação de médicos, brasileiros e estrangeiros. Por isso, vamos tomar, juntamente com os senhores, uma série de medidas para melhorar as condições físicas da rede de atendimento e todo o ambiente de trabalho dos atuais e futuros profissionais.
Ao mesmo tempo, estamos tocando o maior programa da história de ampliação das vagas em cursos de Medicina e formação de especialistas. Isso vai significar, entre outras coisas, a criação de 11 mil e 447 novas vagas de graduação e 12 mil e 376 novas vagas de residência para estudantes brasileiros até 2017. [Fonte]
Portanto doutora, por mais que a senhora tenha antipatia à presidenta ("Não tenho palavras para descrever o que penso da ‘Presidenta’ Dilma. (Uma figura que se proclama ‘a presidenta’ já não merece minha atenção)"), se deixar essa antipatia (ou preconceito?) de lado, talvez a doutora descubra na sua área ter mais semelhanças que diferenças com ela.
domingo, 30 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
ODE Á VIDA
Toda a noite
com um machado
a dor me feriu,
... mas o sonho
passando lavou como uma escura água
ensanguentadas pedras.
Hoje estou vivo novamente.
De novo
te levanto,
vida,
sobre os meus ombros.
Ó vida,
taça cristalina,
de súbito
enches-te
de água suja,
de vinho morto,
de agonia, de desgraças,
de pegajosas teias de aranha,
e muitos crêem
que guardarás para sempre
essa cor infernal.
Não é verdade.
Uma noite lenta passa,
passa um só minuto
e tudo muda.
Enche-se
de transparência
a taça da vida.
Um longo trabalho
nos espera.
De um só golpe nascem as pombas.
Se engendra a luz sobre a terra.
Vida, os pobres
poetas
julgaram-te amarga,
não saíram da cama
contigo
com o vento do mundo.
Sofreram os amargores
sem te procurar,
barricaram-se
num negro tugúrio
e foram-se atolando
no luto
dum solitário poço.
Não é verdade, vida,
és
bela
como a minha amada
e tens entre os seios
odor a menta.
Vida
és uma máquina plena,
felicidade, rumor
de tempestade, ternura
de delicado azeite.
Vida,
és como uma vinha:
amealhas a luz e reparte-la
em cacho transformada.
Aquele que te renega
que espere
um minuto, uma noite,
um ano curto ou longo,
que saia
da sua mentirosa solidão,
que indague e lute, junte
as suas mãos a outras mãos,
que não adopte nem proclame
a má-sorte,
que a estilhace dando-lhe
forma de muro,
como à pedra fazem os canteiros,
que a corte
e dela faça
umas calças.
A vida espera
todos aqueles
que amam
o selvagem
odor a mar e a menta
que ela tem nos seios.
PABLO NERUDA
APocalipse
Apocalipse já
Este é o fim
Belo amigo
Este é o fim
Meu único amigo, o fim
Dos nossos elaborados planos, o fim
De tudo que permanece, o fim
Sem salvação ou surpresa, o fim
Eu nunca olharei em seus olhos...de novo
Você pode imaginar o que será?
Tão sem limites e livre
Precisando desesperadamente...da mão de algum de estranho
Numa terra desesperada?
Perdido numa romana...imensidão de dor
E todas as crianças estão loucas
Todas as crianças estão loucas
Esperando a chuva de verão, sim...
Este é o fim
Belo amigo
Este é o fim
Meu único amigo, o fim
Dos nossos elaborados planos, o fim
De tudo que permanece, o fim
Sem salvação ou surpresa, o fim
Eu nunca olharei em seus olhos...de novo
Você pode imaginar o que será?
Tão sem limites e livre
Precisando desesperadamente...da mão de algum de estranho
Numa terra desesperada?
Perdido numa romana...imensidão de dor
E todas as crianças estão loucas
Todas as crianças estão loucas
Esperando a chuva de verão, sim...
quinta-feira, 20 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
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